Profissionais ameaçaram entregar chefias, mas recuaram. Reuniram-se com o secretário-adjunto da Saúde e aguardam encontro com a Administração e a Fazenda
Os médicos da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) conseguiram, ontem, uma audiência com o secretário-adjunto da Saúde, Tito Lívio de Barros, e recuaram, por enquanto, da disposição de entregar cargos de chefia. Aguardam agora um novo encontro, dessa vez com representantes das Secretarias da Administração e Fazenda, que têm poder para corrigir os salários dos profissionais. Eles reivindicam uma gratificação de R$ 300.
“A equipe médica do Hemope é a única do Estado que ainda não foi contemplada com a gratificação”, diz Nelson Pereira, diretor do Sindicato dos Médicos. A entidade negociou ontem a audiência com o secretário-adjunto da Saúde (o titular estava viajando), que ocorreu no fim da manhã. Uma comissão de médicos reuniu-se com o presidente do Hemope, Aderson Araújo, e com o secretário-adjunto, Tito Lívio de Barros. Um dia antes, o secretário Guilherme Robalinho já havia dito que não era contrário à reivindicação dos profissionais.
A gratificação de R$ 300 é um incentivo que vem sendo concedido aos médicos vinculados à Secretaria Estadual de Saúde (SES), desde o ano passado, e foi estendido, durante a última campanha salarial, a médicos de outras instituições estaduais.
A questão é que os médicos do Hemope têm uma grade salarial diferente. Enquanto o salário-base do médico da Secretaria Estadual de Saúde é R$ 523, o do Hemope fica em torno de R$ 1.300, com pequena diferença entre o iniciante e o que está no fim de carreira. Na fundação trabalham 67 médicos, nos setores de hemoterapia, diagnóstico e tratamento de doenças do sangue.