A taxa do Grande Recife foi de 8,9% em outubro (mesmo índice de setembro), segundo o IBGE.
O resultado supera a média nacional de 6,6% e das demais regiões metropolitanas
RIO – A Região Metropolitana do Recife tem a maior taxa de desemprego do País, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), mesmo repetindo em outubro o desempenho de setembro: 8,9%. No Rio de Janeiro, o índice subiu de 3,8% para 4,6% no período, em Porto Alegre passou de 5,1% para 5,9% e em São Paulo de 6,6% para 7%. Em Salvador (7,9%) e Belo Horizonte (7,4%), o resultado ficou estável. A taxa de desemprego aberto do Grande Recife também supera a nacional, que aumentou de 6,2% em setembro para 6,6% no mês passado.
Em relação a outubro de 2000, o desemprego aberto no Grande Recife foi de 7,7%, o que representa uma alta de 1,2 ponto percentual. Na média dos 10 primeiros meses deste ano foi de 8% – índice praticamente igual ao do mesmo período do ano passado (8,1%). Na comparação por sexo, de setembro para outubro, o desemprego cresceu entre as mulheres. A taxa a feminina cresceu de 8,8% para 9,3%. A masculina caiu de 8,9% para 8,6%.
INFLUÊNCIAS – O desemprego nacional subiu para 6,6% em outubro, comparado a 6,2% em setembro. Descontando às variações sazonais (o que dá a taxa que realmente interessa para efeito de comparações), o desemprego subiu de 6,3% em setembro para 6,9% em outubro, a maior alta de 2001.
A população ocupada nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE em outubro foi de 17,258 milhões, tendo ficado praticamente estável em relação a outubro (com um aumento de 0,02%). Já a população desocupada (que buscou emprego, mas não achou) saltou de 1,125 milhão em setembro para 1,206 milhão em outubro, com um aumento de 7,2%. O desemprego é medido pela divisão dos desocupados pela população economicamente ativa (PEA), que inclui os ocupados e os que buscam emprego.
EMPREGO FORMAL – Não é só o desemprego em alta que marca a piora do mercado de trabalho: as contratações formais de trabalhadores estão perdendo fôlego, de acordo com o IBGE. O emprego com carteira assinada cresceu somente 1,5% em outubro, em relação ao mesmo mês de 2000. Em setembro, a alta havia sido de 3,2% e, em agosto, de 3,9%.
Em contrapartida, as contratações sem carteira assinada estão caindo em ritmo mais lento, com queda de 0,2% em outubro ante igual mês do ano passado. Em setembro, elas haviam recuado 2,5%. Em agosto, 3,3%. Na comparação com setembro, houve queda de 1% no número de contrações com carteira em outubro. No mesmo período, as admissões sem carteira cresceram 1%.
A economista especializada em trabalho Zeina Latif, da Tendências Consultoria, afirma que a retração da indústria e do comércio – os setores mais formais da economia – explicam a desaceleração das contratações com carteira.
O desemprego na indústria em outubro, sem ajuste sazonal, foi de 6,7%. No comércio, foi de 7,4% – ambos acima da média de 6,6%.