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CRISE ARGENTINA FMI defende fim da conversabilidade Mudança na política cambial foi defendida por dirigente do Fundo e já tem apoio empresarial BUENOS AIRES O fim da conversibilidade cambial na Argentina já estaria sendo discutido pelas altas esferas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso é o que afirma o colunista econômico Marcelo Bonelli, que, em um artigo publicado no jornal Clarín, sustenta que a vice-presidente do Fundo, Anne Kruger, teria dito de forma direta que a Argentina tem que sair da conversibilidade e entrar em uma flutuação cambial, para começar a solucionar definitivamente seus problemas. A frase teria sido pronunciada durante uma reunião de técnicos do FMI com o ministro da Economia, Domingo Cavallo, que reagiu imediatamente, defendendo sua criação, que, em 1991, estabeleceu a paridade um a um entre o peso e o dólar. Isso não é uma solução para esse momento, teria disparado o ministro, pai da conversibilidade, criada em para acabar com a hiperinflação. Nesse encontro, Cavallo teria argumentado que uma desvalorização agora causaria um colapso na economia argentina. Enquanto o FMI analisa a possibilidade de saída da conversibilidade, o empresariado argentino também começa a pensar nessa hipótese. Pela primeira vez, uma pesquisa indicou uma maioria favorável ao câmbio flutuante. A pesquisa, realizada pela consultora Graciela Römer e Associados, indicou que somente 19% dos entrevistados são a favor da permanência da conversibilidade cambial. Outros 40% preferem um câmbio flutuante, embora controlado. Somente 5% estão a favor da dolarização da economia, saída publicamente especulada pelo próprio presidente Fernando De la Rúa para a eventualidade de que surja o risco de uma desvalorização. |
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