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COPA DOS CAMPEÕES
Brasil perde para Cuba e está bem longe do título

SÃO PAULO – A derrota de ontem para Cuba, por 3 sets a 2 (25/21, 22/25, 20/25, 25/20 e 15/11), deixou a seleção brasileira masculina de vôlei com chances remotas de conquistar a Copa dos Campeões, no Japão, e de terminar o primeiro ano sob o comando do técnico Bernardinho com 100% de aproveitamento.

Para ficar com o título, o time brasileiro precisará agora vencer suas duas próximas partidas e ainda torcer para que os cubanos, únicos invictos até agora na competição, percam do Japão ou da Argentina e terminem com um saldo de sets inferior.

O Brasil pegará a Iugoslávia, atual campeã olímpica, hoje, às 7h. Amanhã, encerrará sua participação contra os japoneses. “É praticamente impossível Cuba ser derrotada. É bem possível que só percam esses dois sets para o Brasil em toda a competição”, disse Bernardinho, que apontou a falta de treino e a ausência de jogadores como fatores responsáveis pelo revés.

“Talvez tenha faltado um pouco mais de treino. A equipe precisava ficar mais tempo junta, mas não deu porque os clubes precisavam utilizar seus jogadores. Eu entendo isso. Mas, enquanto nos separamos, Cuba continuou realizando treinamentos com todos os seus jogadores”, disse.

Para a Copa dos Campeões, o treinador não pôde contar com o meio-de-rede Gustavo e o ponta Giba, que estão no Ferrara (Itália), e com o líbero Escadinha, dispensado para disputar as finais do Paulista pelo time do Banespa.

Na partida de ontem, o técnico brasileiro apontou como destaque a atuação do cubano Dennis no tie-break. Quando o jogador foi para o saque, Cuba perdia por 10/9. Após sua sequência, virou o placar para 12/10 e abriu caminho para a vitória cubana.

Ciente de que no Japão dificilmente conquistará seu quinto título no comando da seleção masculina – já ganhou a Liga Mundial, o Sul-Americano, o Classificatório para o Mundial 2002 e a Copa América –, Bernardinho agora está preocupado em garantir a medalha de prata. Os iugoslavos, que estão em terceiro lugar, são os principais adversários do Brasil nessa disputa. “Só com muito volume de jogo poderemos superá-los. Eles têm o melhor atacante do mundo, o Milijkovic”, disse.

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Jornal do Commercio
Recife - 24.11.2001
Sábado