Aos 18 anos, ele tem mais tempo de computador que muito profissional: sete anos. Se o jeito de falar é de adolescente, a responsabilidade é de gente bem grande. Marcelo Tosatti desdenha da importância de estar a cargo do kernel 2.4, mas aposta no crescimento do software livre. Leia a seguir alguns trechos da entrevista.
JORNAL DO COMMERCIO – Como foi seu primeiro contato com o Linux?
MARCELO TOSATTI – Foi ainda na época do DOS. Ouvi falar no sistema e, por curiosidade, decidi baixar e instalar no computador, que meu irmão acabara de comprar.
JC – A indicação do seu nome para o cargo pode ser interpretada como um reconhecimento ao trabalho da comunidade brasileira?
MT – Não fui escolhido por ser brasileiro. Poderia ser chinês ou qualquer outra coisa. Na verdade, a comunidade brasileira não é expressiva.
JC – Com um brasileiro à frente do desenvolvimento do kernel, o sistema ficará mais popular no País?
MT – Na verdade, o sistema já é muito importante no Brasil. É preciso fazer com que os softwares livres continuem crescendo.