A emboscada de ontem ocorreu perto de Fara, na região de Nablus, onde um helicóptero israelense disparou pelo menos cinco mísseis contra um automóvel
NABLUS – Um helicóptero israelense disparou dois mísseis contra um furgão que trafegava pela Cisjordânia ontem, matando um membro do grupo militante islâmico Hamas e seu irmão, informaram fontes palestinas e a rádio do Exército de Israel.
Militares israelenses recusaram-se a comentar o ataque.
Ainda ontem, um garoto palestino de 15 anos foi assassinado com um tiro na cabeça por soldados israelenses que dispersavam atiradores de pedra no campo de refugiados de Khan Younis, na Faixa de Gaza, onde um dia antes cinco garotos palestinos perderam a vida após a explosão de uma bomba que, segundo a polícia palestina, foi plantada ali pelo Exército israelense.
Em Israel, aumenta a pressão para que o Exército revele rapidamente o resultado de suas investigações sobre as mortes de palestinos.
Também em Gaza, um taxi palestino com sete passageiros a bordo foi atacado pelos israelenses. Quatro pessoas ficaram feridas. O motorista está em coma e três passageiros sofreram ferimentos. Dois deles estão internados em estado grave com lesões na cabeça. O Exército garantiu estar investigando o incidente.
Nos arredores da cidade cisjordaniana de Nablus, dois palestinos morreram quando uma bomba que eles tentavam plantar numa estrada utilizada por motoristas israelenses explodiu prematuramente, informaram oficiais palestinos.
O secretário de governo palestino, Ahmed Abdel Rahman, disse que o assassinato dos ativistas do Hamas um dia após as mortes das crianças em Gaza sugere uma tentativa deliberada do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de sabotar a nova iniciativa norte-americana de levar paz ao conflito no Oriente Médio.
“Acho que ele quer fazer com que o esforço norte-americano fracasse, além de estar tentando provocar uma reação dos palestinos”, acusou. Nos últimos meses, Israel assassinou pelo menos 50 militantes por suposto envolvimento em atentados a bomba e disparos contra israelenses. Mais de 10 pedestres inocentes também morreram nestas operações de assassinato seletivo. Os Estados Unidos condenam a prática.