Munique guarda importantes galerias de arte e preserva belos edifícios históricos. A Oktoberfest, que nasceu aqui, é outro de seus símbolos
por MARIA LUIZA BORGES
Da editoria de Economia
Munique está para a Alemanha como o Rio está para o Brasil. A frase é do principal executivo de um dos maiores bancos alemães, o HypoVereinsbank, Caspar von Hauenschild, e expressa bem o sentimento dos que nasceram nessa cosmopolita cidade, capital do estado da Baviera, famosa pelas suas cervejas (ali nasceu a Oktoberfest), museus, galerias, lojas e parques. O cidadão de Munique sabe perfeitamente misturar a vocação de centro financeiro (concorrendo diretamente com Frankfurt) e diversão. Além disso, a cidade é conhecida pelo seu bem organizado e funcional sistema de transporte – totalmente mantido com dinheiro público – que inclui rodovias moderníssimas, transporte coletivo eficiente e estímulo ao uso de bicicletas. Situada ao pé dos Alpes europeus, no Sul da Alemanha, Munique é a terceira maior cidade do país, com 1,3 milhão de habitantes. Cortada pelo Rio Isar, saiu da Segunda Guerra Mundial com 45% de seus prédios destruídos. A cidade foi totalmente reconstruída nas décadas seguintes.
Para conhecer Munique, não deixe de procurar mapa e guia de programação mensal, em um dos centros de informações turísticas (Fremdenverkehrsamt), o principal deles fica dentro da Estação Ferroviária Central (Hauptbahnhof). Na estação e no seu entorno há Correios, bancos e, para os internautas, uma loja da Easy Everything, onde se pode acessar a Internet (Munique é considerada a capital da Internet na Alemanha) e fazer ligações internacionais por preços módicos. O serviço funciona 24 horas.
CENTRO HISTÓRICO – O coração da cidade é a Marienplatz. Da Hauptbahnhof há uma linha direta de metrô até lá. Pode-se ainda fazer uma caminhada de cerca de 15 minutos entre as duas estações. Na praça, pontualmente às 11h, 12h, 17h e 21h, toca o carrilhão da Prefeitura Nova (Neue Rathaus). Bonecos representam cenas do casamento do duque Wilhelm V, ocorrido em 1568, e a dança comemorativa da erradicação da peste negra, em 1517. Entre uma apresentação e outra, não é raro encontrar performances de artistas. Pode-se ainda subir de elevador ao 13º andar da prefeitura, pagando-se uma taxa de cerca de US$ 1,50. Como a cidade é plana, tem-se uma bela vista das imediações.
Na Marienplatz também fica a Igreja de São Pedro, com 91 metros de altura. Paga-se para subir seus 314 degraus. O prédio da Prefeitura Antiga (Alte Rathaus) completa as atrações da praça. Reconstruído em 1975, o prédio antigo abriga o Museu dos Brinquedos, onde o grande destaque é a coleção de soldadinhos feitos com balas de chumbo da Primeira Guerra Mundial. Sob a praça está uma das principais estações de metrô, com shopping e loja de departamentos subterrâneos.
Seguindo pela Kaufingerstrasse, dobre à direita para conhecer a Catedral de Nossa Senhora (Frauenkirche), em estilo gótico tardio e um dos principais cartões-postais da cidade. Suas torres arredondadas em tijolo aparente são avistadas a alguns quilômetros de distancia. Na entrada, uma pegada de cor preta aguça a imaginação dos supersticiosos. Dizem que foi feita pelo Diabo, com quem o arquiteto Erg von Halspach teria feito um pacto. Bem perto da catedral, a Igreja de São Miguel tem a fachada renascentista mais representativa da Alemanha. Sua primeira construção data de 1597. Na sua cripta estão sepultados alguns dos soberanos da família Wittelsbach. Não deixe de visitar os dois principais parques da cidade: o Olímpico e o Englischer Garten. O primeiro foi construído para abrigar os Jogos Olímpicos de 1972 (marcado pelo atentado que matou 11 judeus). Numa área de três quilômetros quadrados, tem como principal atração sua torre de 95 metros de altura. Para subir, paga-se cerca de US$ 4. Nos dias ensolarados, vê-se até os Alpes. O Englischer Garten ocupa um terço da área urbana da cidade. Lagos, cursos d’água, passeios e quatro cervejarias fazem do local um programa para o dia todo.