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ROTEIRO CULTURAL II
Tem museu pra todo mundo...

Em Munique, existem mais museus do que em Berlim: são mais de 20, só na região metropolitana. A Antiga Pinacoteca é uma das galerias mais importantes do mundo

Para conhecer bem os museus e galerias de Munique, o turista precisaria de algumas semanas. São mais de 20 instituições somente na área metropolitana, um dos conjuntos mais representativos do mundo – para muitos, superior até mesmo ao da capital alemã, Berlim. Há museus para todos os gostos – de artísticos a tecnológicos, passando por automotivos e históricos.

Seja qual for a sua área de interesse, com certeza Munique vai aguçar sua curiosidade. Algumas das mais interessantes coleções estão nas imediações de Königsplatz, praça facilmente acessível por metrô ou ônibus. Naquela área, as principais são a Antiga (Alte) e a Nova (Neue) Pinacotecas, a Gliptoteca, a Coleção de Arte Antiga e a Lenbachhaus.

A Antiga e a Nova Pinacotecas encabeçam qualquer lista de amantes das artes. A Antiga é considerada uma das seis principais galerias de pintura do mundo. Sua coleção foi iniciada durante o reinado do Duque Wilhelm da Baviera (1508-1550) que, assim como outros soberanos da dinastia Wittelsbach, era grande apreciador de arte e conhecido por promover verdadeiras pilhagens. Há muitos exemplos de telas dos séculos 14 a 18 das escolas alemã, francesa, italiana e holandesa.

A visita começa pelo pavimento superior, com a pintura dos Países Baixos. Na sessão dedicada à arte alemã, estão quadros de Altdorfer, Hans Baldung Guien e Matthias Grünewald.

Entre os maiores destaques da mostra, figuram um retrato de Rembrandt (feito por ele mesmo), as madonas de Leonardo da Vinci e de Rafael, além de vários exemplos da arte de Velázquez.

O prédio, em estilo neoclássico, foi construído 1826 e 1836, bombardeado na Segunda Guerra e restaurado na década de 50. O projeto original foi concebido pelo arquiteto Leo von Klenze.

PÓS-GUERRA – Vizinha à Antiga Pinacoteca, está a Nova Pinacoteca, coleção iniciada pelo rei Luís I, atualmente distribuída por um prédio moderno, construído na década de 70, em forma de oito. A construção, cujo arquiteto foi o Barão Alexander von Branca, substituiu o anterior, totalmente destruído em 1944. É o maior museu alemão do pós-guerra e tem no acervo 550 pinturas e 50 esculturas, incluindo desde peças remanescentes da escola inglesa do final do século 18 até o pós-impressionismo do século 19.

Entre os pontos altos, destacam-se David, Goya, Gainsborough, os impressionistas franceses Monet e Degas, além de românticos e pré-românticos alemães como Caspar Divid Friedrich e Stuiler Josef Anton Koch. Ainda no quesito arte, vale uma visita à Galeria Estatal de Arte Moderna (onde estão grandes artistas do século 20, como Picasso, Beckmann, Paul Klee e Moore). Ela está localizada em um corners do parque Englischer Garten.

A pintura muniquesa dos séculos 19 e 20 é a atração da Galeria da Lenbachhaus. Se o interesse é arte antiga, a Coleção Estatal de Arte Antiga (na Königsplatz) e a Coleção Estatal de Arte Egípcia (em Hofgarten) são bastante representativas.

Na Gliptoteca (um museu de pedras), também em Königsplatz, estão guardadas esculturas em pedra de várias partes do mundo. Há muito mais: museus de Teatro, de Mineralogia, dos Cristais, de Etnografia, de Caça e Pesca, de Porcelana, de Artes Gráficas, além de coleções voltadas a outra das vocações da cidade: a tecnologia. (M.L.B.)

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Jornal do Commercio
Recife - 22.11.2001
Quinta-feira