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ROTEIRO CULTURAL IV
A história da Baviera vista num só lugar

A família que tomou o controle de Munique ainda no século 12, os Wittlesbach, começou dois séculos depois a construir um complexo arquitetônico para lhe servir de morada. A Residenz desde então tornou-se um símbolo da família, preservando tesouros – alguns macabros – que testemunham a história da Baviera. O enorme palácio serviu de residência oficial dos reis entre 1385 e 1918. Está bem no centro, a três quarteirões da Marienplatz. Sua entrada principal fica na Max-Joseph Platz, ao lado do Teatro Nacional.

O interessante de percorrer o edifício de três pavimentos é notar a cada nova ala a passagem dos séculos, dos soberanos, dos gostos e estilos de época. São ao todo 120 salas, decoradas por obras de arte e mobiliário de diferentes momentos da história da cidade. Para visitar a Residenz, há dois roteiros possíveis. Um é o tour pelo museu e o outro, pelos tesouros reais. Para cada visita paga-se um ingresso de cerca de US$ 4.

Logo na entrada do museu, impressiona ver as fotos do trabalho de reconstituição que o prédio passou após a Segunda Guerra Mundial. Do piso ao teto, passando pelos tesouros ali depositados, tudo teve de ser reconstruído. Em alguns poucos lugares, onde não se conseguiu fotos que mostrassem como era o original, preferiu-se deixar em branco.

Entre os pontos altos do museu, está o Antiquarium, um salão de 66 metros de comprimento com estátuas de nobres da época e afrescos no teto com cenas do cotidiano das cidades e vilas bávaras. Construído na segunda metade do século 16, o Antiquarium era palco de grandes bailes e recepções.

O passeio continua pelos diversos aposentos que abrigaram os Wittlesbach. O prédio passou por várias reformas e acréscimos, em diferentes estilos ao longo do século. Durante os passeios, alguns costumes da dinastia chamam a atenção, como o de guardar em relicários ricamente trabalhados restos mortais de pessoas nobres.

Depois de visitar o museu, no roteiro da casa do Tesouro Real há mais de 1.200 peças como jóias, pedras preciosas e peças utilitárias em ouro. Há jóias da alta e baixa Idade Média, algumas procedentes da França. Há ainda peças do Oriente e da América Central. Os estilos vão do gótico tardio ao renascimento, destacando-se a coroa e as insígnias dos Wittlesbach, além de uma figura de São Jorge cravejada de pedras preciosas.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.11.2001
Quinta-feira