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RIO SÃO FRANCISCO
Diferenças marcam roteiro de expedição

Contrates. Foi isso que a equipe da Expedição Engenheiro Halfeld encontrou ao longo de seu percurso ao longo do rio São Francisco. Responsável pela coleta de informações detalhadas sobre o imenso acervo de bens culturais, históricos e naturais localizados nos municípios ribeirinhos, a equipe percorreu 2.292 km daquele que e conhecido como Rio da Integração Nacional. As informações coletadas serão usadas para a elaboração de uma dossiê a ser encaminhado à Unesco, a fim de inscrever esses bens na lista dos Patrimônios Mundiais. Os 15 profissionais que integraram a equipe puderam conhecer, durante a viagem que durou 34 dias, desde os mais belos, ate os mais depredados e poluídos trechos do Velho Chico. E trouxeram na bagagem, além do mapeamento de 100 acervos e um grande numero de informações, muitas lembranças e histórias para contar.

Saindo de Pirapora no dia 15 de outubro e alcançando a foz do rio em Piaçabuçu (AL) no dia 15 de novembro, a expedição, que viajou se alternando em barcas apropriadas às condições do rio em cada etapa do trajeto, passou por situações interessantes, desde encalhes, ate uma tempestade que, por pouco, não tombou uma das embarcações no Lago de Sobradinho. Mas o que mais chamou a atenção do grupo foram os contrates percebidos ao longo do caminho. Enquanto algumas cidades se encontram muito bem preservadas, outras sofrem com o descaso e o abandono.

Os problemas ambientais são inúmeros, registrando-se o lançamento de esgoto e lixo no rio como os mais graves. Apenas 5% das cidades ribeirinhas possuem estação de tratamento de esgoto e os casos mais críticos verificados ao longo do percurso foram em Manga (MG) e Pão de Açúcar (AL).

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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001
Domingo

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