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MINAS GERAIS II
Principais hospitais ficaram lotados

Os dois principais prontos-socorros de Belo Horizonte, o hospital João 23, da rede estadual, e o Odilon Bherens, da rede municipal, ficaram lotados ontem. Foi feito um apelo à população para que só procurasse esses hospitais em caso de emergência.

Maioria das vítimas tinha problemas respiratório e ferimentos. Essas pessoas tentaram sair como puderam da casa noturna. Quando o fogo aumentou, as luzes do galpão foram cortadas. A única alternativa era um acesso com cerca de quatro metros de largura.

“Algumas pessoas tentavam escalar as paredes para alcançar o telhado. Não se enxergava nada por causa da falta de luz e da fumaça”, diz o comerciário Aristides Silva, 24 anos, que sofreu escoriações leves. “Vi muita gente gritando. Foi um desespero total”, comentou Demilson Nunes, um dos integrantes da banda de pagode Nova Geração, que faria a última apresentação da noite.

Os proprietários da casa noturna, cujos nomes ainda são desconhecidos, não foram ao local. Um deles seria empresário no Rio.

O prefeito em exercício da capital mineira, Fernando Pimentel (PT), percorreu os hospitais e disse que a casa tinha alvará de atividade econômica, mas não soube dizer se o local estava autorizado para funcionar como casa de espetáculos. O governador Itamar Franco (PMDB) esteve no local e colocou à estrutura do Estado à disposição para o atendimento às vítimas.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001
Domingo

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