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FEIRA
Cultura japonesa na Rua do Bom Jesus

São raras as oportunidades de conhecer a cultura nipônica no Recife, mesmo levando-se em conta com o grande número de restaurantes japoneses que existem na cidade. Pouco se sabe como são as suas danças, por exemplo. Hoje, a Rua do Bom Jesus, transforma-se em um típico mercado oriental com a quinta edição da Feira Japonesa do Recife, na qual está montada cerca de 60 barracas com artesanato, utensílios domésticos e comidas.

O evento, coordenado pela Associação Nordestina de Ex-Bolsistas e Estagiários no Japão (Anbej) e patrocinado pela Casa do Japão, começa às 10h com a cerimônia Kagami Biraki, quebra do Tarú (barril com saquê). Esse ritual acontece para desejar boa sorte na festa e é feito pelo Consul Geral do Japão, Toshimaro Oka. “Na entrada da rua está montado um portal, semelhante ao que se encontra ao templo sagrado”, diz Girley Brazileiro, vice-presidente Anbej.

Em seguida, o grupo Hiroshima Kagura Hozonkai do Brasil, de São Paulo, apresenta o Shooki, uma montagem que conta como o Japão foi construído por Deus. Esse mesmo grupo faz ainda duas apresentações nesse dia: Yassugui Bushi Odori, dança japonesa em comemoração à boa colheita, e Yamata no Orochi, uma encenação sobre a lenda do dragão de sete cabeças morto por um deus.

Além disso, haverá oficinas de Anime Manga (quadrinhos japoneses), Origama (arte de trabalhar com papel) e academias de artes marciais. Estarão passeando pela feira personagens vestidos de heróis dos desenhos animados japoneses.

A última atração do evento é a dança Bon-Odorri, um agradecimento pelo sucesso da festa. “É uma dança em círculo, no qual o público pode participar também”, avisa Girley.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001
Domingo