Paulo Roberto Barbosa recebeu quatro tiros, na tarde de anteontem, em Santo Amaro. Delegado do GOE descartou envolvimento dele com a gangue de Jones
O informante da polícia Paulo Roberto da Silva Barbosa, 22 anos, suspeito de integrar a gangue comandada por John Caetano Rodrigues, o Jones, foi baleado com quatro tiros, anteontem à tarde, no bairro de Santo Amaro. Conhecido como Beto Matuto, ele está internado no Hospital da Restauração, mas passa bem. Apesar da suspeita, o delegado-adjunto do Grupo de Operações Especiais (GOE), Paulo Alberes, descartou o envolvimento de Beto com o grupo. Ontem à tarde, o policial foi ao HR para ouvi-lo.
Beto contou que conhece Jones, pois já morou no Ibura, onde o seqüestrador se escondia antes de ser preso. A tentativa de homicídio que sofreu não teria nenhuma ligação com a gangue. Segundo Paulo Alberes, os acusados seriam assaltantes de banco que foram denunciados à polícia por Beto.
Os responsáveis pelos tiros seriam conhecidos pelos apelidos de Guará e Dinho, que fugiram em uma moto. Duas balas atingiram as nádegas de Beto, uma, a mão direita, e outra, o pé esquerdo.
Segundo o delegado do GOE, Beto também denunciou policiais durante as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico e da Pistolagem, realizada pela Assembléia Legislativa. Na época, ele foi beneficiado pelo Programa de Proteção à Testemunha (Provita), mas, de acordo com Paulo Alberes, desligou-se há mais de seis meses.
VISITA – A namorada de Jones, Jamile Bezerra da Silva, 18, e a mãe dele, a dona de casa Maria José da Silva, 58, estiveram, ontem pela manhã, no Presídio Aníbal Bruno, para tentar falar com ele. Entretanto, por determinação da Secretaria Estadual de Justiça e da diretoria da unidade, as duas só puderam deixar alimentos para o seqüestrador.
Até o início da noite de ontem, a Operação Milagres, desencadeada pelas Polícias Civil e Militar, na Vila dos Milagres, Ibura, não havia conseguido pistas que levassem a Rosembergue Ramos da Silva, o Bergue, principal parceiro de Jones.