O novo hospital universitário irá atender vítimas de infarto e outros problemas cardiovasculares, principal causa de morte da população em Pernambuco. O pronto-socorro será o segundo maior hospital de cardiologia do País, perdendo apenas para o Instituto do Coração (Incor), de São Paulo.
Está em construção há mais de dois anos e já tem quase 95% de suas obras concluídas. A construção e aparelhamento do Procape estão orçados em quase R$ 30 milhões, dinheiro do Orçamento da União. Só uma parte foi liberada pelo Ministério da Saúde, com uma contrapartida de 10% do Estado.
A unidade, construída ao lado do Oswaldo Cruz, tem sete andares para as clínicas e um anexo de quatro pavimentos para ensino e administração. Com 205 leitos e equipamentos modernos, vai possibilitar um melhor atendimento aos pacientes do SUS que, hoje, só dispõem de duas emergências cardiológicas – a do Oswaldo Cruz e a do Hospital Agamenon Magalhães (HAM).
A importância do Procape para Pernambuco, que desponta como um dos principais pólos médicos do País, levou a Assembléia Legislativa a iniciar uma discussão sobre o seu funcionamento. Na última quinta-feira, as Comissões de Saúde, Administração Pública e Educação da Assembléia realizaram uma audiência pública sobre o assunto. Mas atores importantes dessa discussão, como os secretários de Administração, Maurício Romão, e da Saúde, Guilherme Robalinho, não compareceram. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Médicos, Ricardo Paiva, lembrou que é preciso agilizar as discussões para abertura de concurso público destinado ao preenchimento de vagas do Procape, uma vez que 2002 é um ano eleitoral.
À audiência compareceram representantes da reitoria da UPE, alunos, professores e servidores da universidade. As discussões foram coordenadas pelos deputados Paulo Rubem Santiago (PT), Garibaldi Gurgel (PMDB) e Ranilson Ramos (PPS).