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DE OLHO NA CIÊNCIA
GRAVIOLA
André Gomes de
Oliveira, 14 anos, estudante, residente no Parque
Capibaribe, em São Lourenço da Mata-PE, pergunta:
Qual é o tipo de vitamina que a graviola possui?
Para que serve? E o que acarreta a sua hipovitaminose e
hipervitaminose?
A professora Nonete Guerra, do curso de Nutrição da
UFPE, responde:
A graviola é um fruto nativo que apresenta grande
potencial para exploração sob a forma de suco e polpa
congelada. Embora os frutos sejam, de um modo geral,
considerados fontes de ácido ascórbico (vitamina C), a
graviola apresenta um baixo teor desta vitamina quando
comparado a outros frutos como o limão, o caju, a goiaba
e a acerola: cada 100 gramas de graviola contém 10 a 30
miligramas (mg) de vitamina C. Esta vitamina, necessária
à formação do colágeno, em animais de laboratório,
é indicada para acelerar os processos de cicatrização
e prevenção da anemia ferropriva através de sua ação
redutora e ainda na cura e prevenção de resfriados.
O ácido ascórbico desempenha, ainda, uma função
importante no organismo como antioxidante biológico.
Embora exista um longo debate na literatura médica e
nutricional a respeito da quantidade a ser ingerida desta
vitamina, é consenso da maioria dos integrantes destas
classes que uma ingestão acima de 2000 mg diários pode
causar efeitos secundários como: falha na reprodução,
prejuízos aos anticoagulantes, alterações nos rins e
inativação da vitamina B12. A carência desta vitamina
causa o escorbuto, que se caracteriza por alterações
nos dentes, nas gengivas e nos tecidos conjuntivos em
geral.
Com relação à composição centesimal da polpa fresca,
os carboidratos se apresentam como os constituintes mais
abundantes (14 a 20 gramas em cada 100 gramas g%),
seguidos da proteína (1,0 g%) e lipídeos (0,5 g%) o que
lhe confere um Valor Calórico Total (VCT) entre 64 e 85
Kcal. Convém ressaltar o considerável teor de fibra
alimentar total deste fruto (4,31 g%).
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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001
Domingo
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