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DINHEIRO CURTO
III
Lojistas esperam aumento nas vendas
Apesar da crise no crédito, o comércio está otimista com relação às vendas de Natal. Algumas previsões, no entanto, não enxergam uma melhora em comparação ao movimento do ano passado. “Vamos ter um volume de negócios igual ao período de 2000”, arrisca Eduardo Catão, da CDL. Outros comerciantes prevêem vendas até 10% melhores, como é o caso dos empresários do setor de calçados.
“Será um bom final de ano, pois sempre que sai o 13º há um incremento nas vendas”, prevê o diretor da Esposende Calçados, Sílvio Vasconcelos. Sua loja, aliás, foi uma das únicas a aumentar o quadro de vendedores. Passou de 750 funcionários em setembro para 950 em novembro. Incremento de 15%.
Até mesmo no setor de eletrodomésticos, principal vítima do racionamento de energia, a animação supera a crise. O empresário Fortunato Russo acredita que a procura por aparelhos de DVD vão aquecer as vendas desta fatia de mercado. “Esperamos um crescimento de até 10% por conta do DVD. Com relação aos outros aparelhos, como ar condicionado, as vendas serão fracas.” Na parte de móveis, o otimismo perde espaço. “No ano todo tivemos uma perda de 30% em relação a 2000. Se conseguirmos vender igual ao Natal do ano passado, já me dou por satisfeito”, diz o proprietário da Credilar Móveis, Roberval Sales. “O crédito não está disponível hoje, mas até o Natal ele vai voltar. Até mesmo as lojas vão facilitar no pagamento, pois sem crédito o consumidor gasta menos”, analisa o economista Alexandre Rands.
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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001 Domingo
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