Muitos municípios que têm forte atividade turística não foram beneficiados pela redução na meta de economia de energia anunciada pelo Governo
As novas metas de economia de energia, determinadas na última semana pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) e que dão um tratamento diferenciado para os municípios turísticos, baseou-se em critérios da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) que acabaram por não beneficiar esse setor de forma correta. Isso porque, em Pernambuco por exemplo, cidades de forte tendência turística acabaram excluídos da lista. Pelas novas regras do racionamento, as cidades turísticas do Nordeste terão uma meta de 12%. As demais precisarão reduzir o consumo de energia em 17%.
De acordo com o Inventário Turístico, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, existem, hoje, no Estado, 85 municípios com potencial para o setor. Muitos deles já vêm desenvolvendo essa indústria há alguns anos. No entanto, apenas 22 cidades pernambucanas poderão reduzir sua cota de racionamento para 12%.
As regras da Embratur deixaram de fora do benefício municípios como Petrolina, Rio Formoso, Tamandaré, Sirinhaém e a Ilha de Itamaracá. Por outro lado, o mesmo critério incluiu Catende que não consta do inventário do Governo. Um dos principais motivos alegados pela Câmara na hora de distinguir entre dois tipos de cidades foi, justamente, o fluxo turístico que ocorre para o Litoral no verão que está começando. A GCE não quis prejudicar esse movimento.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Eduardo Cadoca, disse não entender que parâmetros foram levados em consideração na lista da Embratur.
Carlos Eduardo explicou que, junto com o secretário da Administração, Maurício Romão, vai levantar que possibilidades o Governo do Estado tem de negociar com a Câmara uma nova lista. Romão é o presidente da Comissão Estadual de Gestão da Crise.