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SPORT DIVIDIDO I II
Sport teve ano de pouca receita e muitas despesas

Depois do racha político nos bastidores, a outra grande assombração da Ilha do Retiro foi o dinheiro. Ou melhor, a ausência dele. Desde agosto, mês em que teve início o Campeonato Brasileiro, jogador do Sport não sabe o que é salário. A situação chegou a tal ponto que o zagueiro Érlon pôs o carro à venda para pagar as contas.

Na verdade, o problema começou um pouco antes do certame nacional. Já na reta final do Pernambucano, os atletas davam os primeiros sinais de insatisfação. Para o Brasileiro, a folha desceu de R$ 700 mil para R$ 400 mil. Mas aí, o presidente Luciano Bivar renunciou e a aquisição de recursos financeiros escasseou.

Para irritar ainda mais os atletas, várias promessas foram feitas e nenhuma cumprida. O que mais se ouviu na Ilha foi o tão decantado adiantamento de cotas televisas referentes ao Brasileiro do ano que vem. Como 40% desse valor já foram retirados e o Sport está na Segundona, é bastante difícil que a Rede Globo abra as portas do cofre.

O acordo que a diretoria fez com os atletas foi destinar 50% da renda líquida dos jogos na Ilha para saldar os atrasados. Tudo ia bem até o clássico contra o Santa Cruz. Do que coube ao Sport, quase todo dinheiro ganhou um caminho diferente do bolso dos profissionais. O Leão tinha uma dívida com a FPF e esta foi paga. Sobraram R$ 1.500, ou seja, R$ 45,00 para cada jogador.

Sem patrocínio há dois anos e sem renda de jogo pelo menos nos próximos 30 dias, a perspectiva é negra e alguns jogadores já abandonaram o barco, como Leomar e Edu Manga.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001
Domingo