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SEXO IV
Wellbutrin, o ‘Viagra feminino’, chega em janeiro
Anunciado para chegar em janeiro ao mercado brasileiro, sob fabricação do laboratório GlaxoSmithKline, o antidepressivo bupropiona de ação prolongada, ou simplesmente Wellbutrin, deve despertar atenções e provocar barulho entre profissionais e interessados na disfunção sexual feminina. Depois que 66 mulheres norte-americanas tiveram uma média de aumento 150% na libido após serem submetidas ao medicamento, o remédio ganhou fama de Viagra feminino. Se comprovada sua eficácia nesse campo, a pílula será a primeira da História para o tratamento de mulheres anorgásmicas e sem desejo.
“Foi observada uma melhora efetiva na libido de 40% dessas mulheres, o que significa uma resposta maior que a do Viagra para os homens, hoje em torno de 35%. Mas ainda não há comprovação científica sobre a ação do medicamento sobre a libido”, adverte o neurologista Cláudio Péricles, gerente médico do laboratório no Brasil.
Os experimentos norte-americanos ocorreram sob a coordenação dos psiquiatras Edmund Settle, da University of South Florida Medical School, e Robert Taylor Seagraves, conhecido mundialmente por suas pesquisas com grupos de mulheres não-depressivas que depois de serem medicadas com bupropiona relataram aumento da libido e da satisfação sexual. Durante o tratamento, houve relatos de excesso de lubrificação vaginal e até de orgasmos espontâneos. “A maioria dos antidepressivos interfere na serotonina, um neuro-transmissor que inibe a libido. Há como tratar a depressão estimulando outro transmissor neurológico, a nor-adrenalina, que não interfere na libido, como ocorre com o bupropiona”, diz o médico. Por enquanto, não se sabe se o Wellbutrin, além de não inibir, estimula a libido feminina. Mas estudos a respeito já são seriamente aguardados pela classe médica. (B.A.)
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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001 Domingo
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