![]() |
Fora de hora Do livro na Boca do Túnel, do médico Maeterlinck Rêgo Mendes, com décadas de vivência no América de Natal, retiro mais uma história, cujo personagem principal é o técnico Velha, uma figura que tornou mais rico o folclore do futebol potiguar. Nas concentrações, na véspera dos jogos, na Pousada do Atleta, Velha exigia que os jogadores fossem dormir cedo, a fim de guardar energias para a batalha em que estariam envolvidos. Se o jogo fosse com o ABC, a atenção era dobrada, uma vez que o time precisava estar tinindo na hora do clássico. No elenco do América havia alguns juvenis que começavam a se integrar ao elenco principal e que eram convocados para dormir na concentração com os cobrões, embora não fossem relacionados para a partida. O objetivo era fazer com que fossem se entrosando aos poucos com os profissionais. Certa noite, com o América concentrado para mais uma batalha do Campeonato Potiguar, na hora do recolhimento geral, o treinador deu pela falta de dois daqueles garotos. Velha mandou que o massagista Macarrão apagasse todas as luzes e foi para a cama. Lá para as tantas, sentiu que os dois dasaparecidos estavam chegando. Como o portão se encontrava fechado, trataram de pular o muro. Quando se preparavam para dar o salto certeiro, foram surpreendidos com alguns tiros para o ar desferidos pelo técnico, como se estivesse o mesmo espantando assaltantes. Não adiantaram os gritos dos dois juvenis apavorados, procurando se identificar. Foi bala pra homem nenhum botar defeito. Sem alternativa e receando que acontecesse o pior, os dois foram dormir a quilômetros de distância, na sede social do clube. Um dos fugitivos é Djalma, o brilhante zagueiro que foi campeão pelo Sport em 1975, indo depois defender o Corinthians, e que levou, como treinador, o júnior do Sport a sagrar-se campeão pernambucano da categoria, este ano. O outro era Toinho Canuto, um garoto egresso do Potiguar de Mossoró. Os dois, como eram muito jovens, devem ter saído atrás de algumas empregadinhas das vizinhanças, mas, passado o susto nunca mais quiseram saber de namorar fora de hora. Dá pra todo mundo Nada de acabar com o Campeonato Pernambucano, pois é isso que revitaliza as torcidas e mantëm a rivalidade que sustenta o futebol. Mesmo porque, e isso não significa conformismo, se quisermos apenas nos dedicar ao confronto nacional, sem condições de competividade, terminaremos perdendo terreno e torcedores, posto que torcida gosta é de festejar a conquista de títulos, como vinha acontecendo com os rubro-negros há cinco anos e como ocorreu com os alvirrubros, recentemente. Agora, é inegável a importância de uma competição como o Campeonato do Nordeste, um sucesso que tende a se repetir. Carlos Alberto Oliveira (foto) deve sentar na mesa com as partes interessadas clubes, Globo, empresas etc., para tentar uma solução. Oxalá consigam. Varejo 1 Ivan, o paulista que virou pernambucano e consagrou-se como um dos ídolos do Náutico, não tem parado ultimamente. Junto com Salomão, seu companheiro na metade da jornada do hexacampeonato, está correndo à beça, a fim de passar os convites para o Show Dançante, com as bandas Túnel do Tempo e Forrofiado e mais Petrúcio Aguiar, a realizar-se na próxima sexta-feira, na sede do Náutico, a partir de 22h. A renda será destinada às obras do Centro de Treinamento Wílson Campos. ***** De um momento para outro, Cleber, revelação do Sport, passou a ser visto como a galinha dos ovos de ouro. Seria bom que ele continuasse, mas como o futebol pernambucano não tem poder de fogo para reter seus valores, dele vai terminar indo embora, antes mesmo de firmar raízes na Ilha do Retiro. ***** O boxe pernambucano parece que está de vento em popa. Pelo menos é o que dá a entender a existência de duas federações, atualmente. Depois da vitória de Todo Duro sobre o baiano Holifyeld, quem sabe se os socos por aqui não voltarão a ser valorizados? Varejo 2 A torcida do Santa Cruz tem a obrigação de comparecer em peso, hoje, ao Arruda. Seu time ainda tem chances remotas, é verdade, mas reais de escapar do rebaixamento e precisa do apoio das arquibancadas. Um atrativo especial é ver o goleiro Nílson procurando mostrar serviço diante de seu clube. Para quem não sabe, Nílson é do Vitória, o adversário de hoje do Tricolor do Arruda, ao qual está emprestado. ***** Já o Sport estará tentando levantar o moral contra a Ponte Preta, em Campinas. A mala-preta do Internacional vai funcionar, sabe-se, mas independentemente dessa verba extra, uma vitória até que lavaria a alma dos rubro-negros, tanto os do campo, como da arquibancada. ***** Durante quatro meses a camisa do Náutico, autografada pelos atuais componentes do elenco alvirrubro, estará para inglês ver. Explico: Adriana, uma torcedora que no Campeonato Pernambucano estava sempre perturbando tricolores e rubro-negros, na televisão, foi fazer um curso na Inglaterra, tendo levado a preciosidade. |
|