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PERSONAGEM II
Amizade com Jarbas vem dos tempos de formação do MDB

Edgar Moury conheceu o governador Jarbas Vasconcelos em 1971, quando ambos exerciam mandato de deputado estadual de oposição (elegeu-se pela Arena, mas passou pouco tempo no partido). Foi dessa parceira que o PMDB, então MDB, ganhou estrutura partidária no interior do Estado.

De combatentes parceiros ao status quo, os dois convergiram para o projeto político de Jarbas, porque Edgar já havia perdido o interesse pelo exercício de mandatos.

Foram 16 anos na Assembléia. Quatro legislaturas, para quem se reconhece “ruim de voto”, e ainda se elegeu 1ª vice-presidente e secretário da Casa, está de bom tamanho.

Saturado do Parlamento, Edgar investiu tudo na função executiva. Os primeiros passos foram dados na coordenação da mola mestra das campanhas disputadas pelo governador: o caixa. Edgar coordenou as finanças de todas as campanhas do peemedebista.

Antes de se tornar um jarbista de vez, Edgar Moury desfrutou da confiança do ex-governador Miguel Arraes (PSB), ainda aliado de Jarbas. Coordenou financeiramente a campanha de Arraes, em 94, e se tornou secretário de Administração do Governo socialista.

Saiu do Governo batendo forte, sem poupar nem Arraes. O episódio das demissões em massa e a derrota de Arraes, a primeira de um Governo na história da Assembléia, para a indicação de um conselheiro ao TCE (Germano Coelho), foram o estopim do rompimento. De lá para cá, Moury só vive na sombra e como sombra de Jarbas.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.11.2001
Domingo