Mário Machado é o 16º motorista de táxi assassinado este ano no Grande Recife, segundo
o sindicato da classe. O crime foi cometido por dois homens, que nada levaram da vítima
Mais um taxista foi assassinado no Grande Recife, aumentando para 16 o número de vítimas somente este ano, segundo o Sindicato dos Taxistas de Pernambuco. Mário Machado da Silva, 54 anos, morreu depois de receber sete tiros, na Rua 1º de Janeiro, em Peixinhos, Olinda. O crime, que aconteceu por volta da 1h de ontem, foi cometido por dois homens. Antes de fugir, eles ainda dispararam vários tiros a esmo. Uma das balas atingiu de raspão a perna direita do garçom Glabson Barbosa de Melo, 31, que estava no Bar Le Pink, a aproximadamente 20 metros do local do homicídio. Nenhum objeto de valor foi roubado do motorista, o que leva a polícia a suspeitar de vingança.
Segundo a dona do bar e mãe de Glabson, Marluce Santos de Melo, os homens chegaram a pé, derrubaram o taxista no chão – ele se encontrava do lado de fora do carro, o Gol cinza de placa KGC-7528 – e efetuaram os disparos. “Foi tudo muito rápido. Quando ouvi o barulho, pensei que fosse um cano de escape de algum veículo. Em seguida, os criminosos passaram por aqui correndo e atirando”, contou. Glabson foi medicado e passa bem.
Parentes de Mário Machado não souberam informar o que teria motivado o homicídio. “Meu irmão era uma pessoa calma e não tinha problemas com ninguém. Ele sempre trabalhou como taxista e nunca foi assaltado”, disse Marli Machado Gomes, irmã do motorista. “Mário preferia rodar à noite, apesar de ser mais perigoso. Durante o dia ele alugava o táxi para que outro motorista trabalhasse. O fato estranho é que o documento do carro sumiu”, afirmou a dona de casa Severina Machado Silva, também irmã da vítima. O taxista era separado e deixou uma filha de 11 anos.
O crime deixou alguns motoristas de táxi temerosos com o aumento da violência, principalmente contra a classe. “Trabalho nessa profissão há 26 anos e, graças a Deus, não fui assaltado nenhuma vez. Por causa da violência, sobretudo à noite, só circulo de dia”, comentou o taxista Severino Oliveira, que faz ponto no local onde Mário foi assassinado.