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RUMO A 2002 III
Ciro acusa FHC de tentar enfraquecer Itamar

O presidenciável do PPS, Ciro Gomes, disse ontem que não acredita na exclusão do governador Itamar Franco (PMDB/MG) da sucessão presidencial e acusou o Governo Fernando Henrique (PSDB) de propagandear essa possibilidade. Itamar ameaçou retirar sua pré-candidatura depois que a ala governista do PMDB reduziu o colegiado votante que decidirá sobre o candidato à Presidência, mas ontem recuou e se disse disposto a concorrer.

“O Governo quer impor um falso plebiscito entre a pseudo-racionalidade de quem administra os negócios do Estado com a inexperiência que simboliza a candidatura de Lula. Mas a maior vítima da máquina do Governo é Itamar porque ele, de fato, teve uma notória passagem bem sucedida pela Presidência”, argumentou.

Evitando críticas declaradas à governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), Ciro Gomes valeu-se de metáforas para desqualificar a força da pefelista. Em pesquisa, publicada ontem, Roseana mantém-se firme na segunda colocação da preferência dos eleitores. “Há uma vocação cultural no País de induzir a população a acreditar em salvador da pátria. É preciso mostrar ao povo que não se resolve os problemas trocando um “Chico” (FHC) por um “Mané” (Roseana), criticou.

O presidenciável do PPS praticamente descartou a unidade das oposições na sucessão do presidente Fernando Henrique e, de certa forma, responsabilizou o PT pela divisão. Segundo relatou, o PPS tomou a iniciativa, há três anos, de propor ao PT um plebiscito para decidir o candidato das oposições. O PT discordou.

“É muito difícil (a unidade). Não por incapacidade de renúncia, mas porque somos diferentes. Representamos origens diferentes, projetos diferentes, visão de mundo diferente, visão de futuro para o País diferente, análise conjuntural diferente. E eu prefiro, sinceramente, servir ao País na oposição a me somar a mais inconseqüência”, ponderou.

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Jornal do Commercio
Recife - 26.11.2001
Segunda-feira