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BEZERROS II Cavernas, trilhas e açudes estão no caminho
Além do Parque Ecológico, o povoado de Serra Negra reserva outras surpresas ainda menos exploradas para os visitantes que estiverem dispostos a, literalmente, suar a camisa em busca de belas paisagens.
Uma dessas surpresas é a Gruta do Deda (que tem esse nome em homenagem a seu antigo proprietário, Deda Laurentino) território apenas conhecido e freqüentado por jipeiros, ciclistas e adeptos do camping.
Assim como a prática de esportes radicais, o acesso ao local pode ser visto como uma verdadeira ‘maratona’, que exige o mínimo de condicionamento físico. Só é possível chegar à gruta (situada a 6 quilômetros do Parque Ecológico, antes de chegar ao topo da serra) com carro de tração nas quatro rodas, de moto, bicicleta ou a pé, que termina sendo a opção de vários turistas.
Mas qual a vantagem de andar por cerca de uma hora, tomar banho frio e dormir em barracas, devem se perguntar os mais comodistas. A explicação está na recompensa: além da paisagem descortinada por todo o trajeto, quem chega à Gruta do Deda vai encontrar um refrescante açude coberto por vitórias régias.
Ao anoitecer, a proposta é reunir o grupo, acender uma fogueira (para suportar o frio de até 8 graus) e torcer para que a Lua torne ainda mais bonito o cenário.
MISTÉRIOS – Como se não bastassem as belezas naturais, um outro fator torna ainda mais atraente visitar a gruta. Seus mistérios fascinam e aguçam a curiosidade dos visitantes.
Segundo a lenda, três escravas teriam se rebelado em busca da liberdade e uma delas terminou desaparecendo na caverna. Outra versão conta que ela teria se enforcado no interior da caverna.
Lenda ou realidade, o fato é que o lugar está, aos poucos, começando a ser descoberto. Visando a preservação da caverna, os irmão Rinaldo e João Laurentino, filhos do ‘seu’ Deda, já falecido, que hoje estão à frente da administração do local, estabeleceram a cobrança de R$ 1 aos visitantes. A infra-estrutura também oferece um barco e barracas para alugar.
Para os que se aventurarem a chegar à caverna a pé, o roteiro é o seguinte: ao descer do ônibus ou lotação logo no início da ladeira de subida da serra, o visitante deve observar a placa de ‘Maria Rezadeira’, outra figura pitoresca da região. A partir desse ponto de referência, a caminhada para a caverna dura cerca de uma hora.
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