SÃO PAULO, SP – A manifestação de estudantes secundaristas e universitários ontem em São Paulo, acabou em confronto com policiais militares que usaram sprays de gás pimenta contra alunos. Estes atiraram paus, pedras, latinhas e garrafas plásticas.
Um estudante e quatro PMs tiveram ferimentos leves; outro estudante foi detido. O desfecho não foi pior, porque uma chuva forte, por volta das 13h, dispersou a confusão, e todos correram para se abrigar sob marquises, bancas de jornal e nas arcadas da Faculdade de Direito do largo São Francisco, da USP.
A manifestação fazia parte do dia nacional de protesto, convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), para pressionar pela instalação da CPI da Corrução, em Brasília, e por melhores condições no ensino público.
O protesto em São Paulo começou na avenida Paulista, de onde os estudantes foram em passeata até o centro. O congestionamento chegou a 63 km, o dobro do meio-dia das quartas-feiras.
A direção da UNE, por meio de sua assessoria de imprensa, disse não ter visto nenhum policial agredido e que a situação saiu do controle, porque os estudantes reagiram a um investida da PM.
No Rio de Janeiro, milhares de universitários e secundaristas fecharam ontem as pistas da avenida Presidente Vargas, uma das mais movimentadas do centro do Rio. Na Cinelândia (centro), estudantes jogaram garrafas de plástico e ovos em carros da Polícia Militar.
Segundo a polícia, ninguém foi preso. Também não houve registro de pessoas feridas.
O tumulto ocorreu em frente à Câmara de Vereadores. A PM não reagiu. Havia em volta da Câmara pelo menos 200 policiais de três batalhões, do Grupamento Especial Tático-Móvel e do Batalhão de Choque.
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