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ARTES CÊNICAS II Fringe ganha mais espaço e público A cada ano que passa, o Fringe, mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, ganha maior destaque. Em 2001, com a divisão da programação em teatros próximos ao Centro de Curitiba, os espetáculos alternativos encontraram uma platéia bem maior. Várias produções programaram sessões extras, como é o caso da peça Bloody Mary, encenada no Teatro Rodrigo DOliveira, inaugurado com o festival. A direção do espetáculo infanto-juvenil optou por realizar duas sessões subseqüentes, na noite de terça, devido a procura do público. Outra peça que ampliou sua emporada no Fringe foi a comédia Pretas por Ter, da Companhia de Riso da Bahia, besteirol sobre duas professoras negras que resolvem dar aulas sobre relações amorosas, em pleno cursinho pré-vestivular. Depois de realizar as sessões programadas no Teatro Cultura, o grupo estendeu sua participação no festival com novas apresentações no Teatro Londrina, localizado no Memorial de Curitiba, espécie de quartel-general do FTC. Quem também ampliou sua participação foi As Fabulosas (PR). Das 10 sessões programadas, passou a 16. Mesmo com todo o sucesso, o Fringe ainda peca pelo enorme número de montagens, o que obriga o público a apostar meio que às cegas: pode-se descobrir boas propostas como a comédia carioca Bárbara Não Lhe Adora e a montagem de dança teatro Túfuns, ou dar com os burros nágua. APROVADAS Entre as boas descobertas da mostra, está a montagem experimental Dilemma (sic), atração internacional da programação alternativa. Apostando no teatro físico como diferencial, o espetáculo, patrocinado por uma fundação holandesa, é o relato da paixão de duas mulheres, suas dúvidas, desejos e descobertas. Em cartaz no Teatro Paiol, traz seqüências de trapézio e acrobacias (uma das atrizes, Kris Niklison é ex-integrante do Cirque du Soleil) e uma trilha sonora eclética, que vai do bolero aos hits do grupo Cake. O idioma escolhido é o inglês. A montagem Irmãs do Tempo, de São Paulo, baseado no clássico shakespereano Macbeth também chama a atenção. Em cena, duas bruxas doidonas tentam alterar o destino de Macbeth, coroando-o rei e levando-o a cometer inúmeras loucuras. No decorrer da trama, que começa relembrando cenas de clássicos mundiais, como Branca de Neve, João e Maria, e A Bela Adormecida, elas perdem o controle da situação e acabam tendo que deletar (literalmente, num computador) o programa Macbeth. Não sem antes castigar o cavaleiro inglês. Figurinos, maquiagem e cenários contribuem para dar um clima de suspense e um toque de terror à encenação, que tem ainda uma interessante trilha-sonora. A jornalista viajou a convite da produção do festival |
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