Uma alagoana de 30 anos, residente no bairro Ponta Verde, em Maceió, está entre os 26 doentes de febre amarela silvestre confirmados de janeiro até agora pelo Ministério da Saúde. O primeiro caso do Nordeste foi importado de Pará de Minas, Região de Divinópolis, Minas Gerais, onde foi detectado um surto da doença este ano.
A alagoana esteve no interior de Minas em fevereiro, onde possivelmente foi picada pelo mosquito transmissor do vírus amarílico. Conforme a assessoria de comunicação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a paciente está bem e os testes para confirmação da doença foram feitos no Lacen de Pernambuco, laboratório administrado pela Secretaria Estadual de Saúde.
A confirmação deste caso não muda a orientação às pessoas que deixam Pernambuco rumo a outros Estados, esclarece o diretor de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Gentil Porto. Não há, portanto, necessidade de tomar a vacina se o destino for Alagoas. A recomendação de vacinar-se vale para o Norte, Centro-Oeste e Minas Gerais. E deve ser cumprida dez dias antes da partida, período necessário para que a vacina garanta a proteção.
MÉDICOS – A Fundação Nacional de Saúde orienta os médicos do Nordeste e outras regiões sem casos constantes de febre amarela a ficarem mais atentos aos pacientes que apresentarem estado febril após visitarem áreas onde o vírus circula e pessoas adoecem, como o Norte, Centro-Oeste do País e Minas Gerais.
De acordo com a Funasa, de janeiro até agora 14 pessoas morreram no Brasil vítimas de febre amarela. Todos os casos são do tipo silvestre, adquiridos na mata da região de Divinópolis (MG). A presença do Aedes aegypti (mosquito da dengue e também transmissor de febre amarela) nas grandes cidades, cria o risco de retorno da versão urbana da doença, erradicada na década de 40.