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APIPUCOS
Empresário vai à Justiça para garantir construção

O empresário da indústria de pré-moldados Joaquim Catarino, que pretende construir três blocos de prédios residenciais numa área verde próxima ao Açude de Apipucos, disse, ontem, que vai recorrer à Justiça se a Prefeitura do Recife impedir a obra. Esta semana, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) vai solicitar a suspensão da licença de construção concedida ao empresário no dia 24 de novembro do ano passado.

Maurício Laxe, coordenador de Meio Ambiente do Recife, reafirma que os edifícios não podem ser construídos até a regulamentação da Lei 16609/2000, de 18 de dezembro, que transforma a área em questão numa Zona Especial de Proteção Ambiental (Zepa). O prazo para regulamentação é de 180 dias. “Sendo assim, nada poderá ser edificado no terreno até o dia 20 de junho deste ano. A medida se aplica aos projetos que já tinham alvará de construção antes da criação da lei”.

Joaquim Catarino garante que o projeto do Residencial Comendador José Lobo (23 apartamentos com 200 metros quadrados cada) é “altamente ecológico”. Segundo ele, o projeto passou por todas as instituições envolvidas com o assunto, ao longo de dois anos, antes de ser aprovado. “Para construir os blocos, vamos retirar 23 pés de eucaliptos, mas isso consta no projeto e está aprovado pela Prefeitura”.

Ele disse que está sendo assessorado por advogados da área imobiliária e que não iniciou a obra porque não conseguiu alugar uma máquina especial de bate-estaca. “Poucas empresas têm essa máquina e a cidade está cheia de obras. Acredito que em dois meses já terá um equipamento disponível e daremos início ao projeto.” A previsão é de dois anos para conclusão. Catarino nega que esteja derrubando e queimando árvores no terreno.

“Há cerca de três meses, o condomínio contratou um rapaz para limpar um terreno baldio, vizinho ao meu, e o rapaz queimou as folhas. O fogo se alastrou e acidentalmente pegou as árvores. Essa área fica a mais de 200 metros do local onde serão construídos os apartamentos”, defende-se.

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Jornal do Commercio
Recife - 29.03.2001
Quinta-feira