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PRIMEIRA DERROTA II
Esquema montado pelo técnico deixa Romário isolado

O Brasil pagou ontem por respeitar demais o Equador no primeiro tempo e por mudar radicalmente de atitude e esquecer esse respeito na segunda etapa.

A altitude de Quito e a empolgação do adversário fizeram com que a seleção brasileira adotasse uma postura bastante cautelosa no início do jogo.

O técnico Émerson Leão optou por um esquema que mantinha Romário isolado no ataque. Com o recuo de Ronaldinho para o meio--decampo, a equipe brasileira jogou no esquema 4-5-1, buscando contra-ataques esporadicamente.

Ronaldinho marcava as subidas do lateral-direito De la Cruz, que costuma apoiar bastante o ataque. Preocupado, o ex-gremista mal chegava à área adversária. Quando o Equador tinha a posse de bola, postava-se no campo de defesa.

Os laterais brasileiros também foram tímidos no apoio. Silvinho, com mais facilidade para chegar ao ataque, conseguiu apenas um cruzamento perigoso, mas não alcançou a linha de fundo para lançar a bola à área. Belleti, como Cafu, não teve companhia pela direita, e se limitou a defender.

Romário teve apenas uma única oportunidade na primeira etapa. Recebeu um lançamento de seu companheiro de Vasco Juninho, aos 8 minutos, mas não conseguiu driblar o goleiro Cevallos e chutar.

O atacante vascaíno tem defendido a presença de Euller, um atacante mais incisivo e que o municia com freqüência no time carioca, na seleção. Leão, porém, tem aproveitado o ex-palmeirense só no segundo tempo dos jogos.

Contra os EUA e o México, Euller entrou e contribuiu para a melhora da produção ofensiva do time nacional – diante dos norte-americanos, fez o gol da vitória. Até pelo retrospecto, Leão tirou Ronaldinho e colocou Euller na segunda etapa. O Brasil passou então a contar com o entrosamento dos atacantes vascaínos.

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Jornal do Commercio
Recife - 29.03.2001
Quinta-feira