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MÚSICA DIGITAL
Faça do micro um som potente

Conectar o computador a um aparelho de som é um recurso para ouvir os arquivos de áudio com mais qualidade e digitalizar as canções da sua discoteca

por MÁRCIO PADRÃO
mpadrao@jc.com.br

Dizem por aí que computador é coisa para nerd que passa a vida sem se divertir. Imagine se o usuário revela aos amigos que pretende levar o computador para festas: corre o risco de virar motivo de piada. Mal desconfiam que a máquina não será o ‘acompanhante’ e sim a mola motriz da diversão. Conectando o micro a um aparelho de som, você pode ganhar um universo de canções em MP3 para agitar noitadas. Se preferir, faça o processo inverso: grave suas faixas favoritas de LPs, CDs e fitas cassete em arquivos de áudio.

Para efetuar a operação, é necessário um computador com placa de som, um aparelho de som com entrada auxiliar e um cabo com os plugues corretos de entrada e saída (ver box). A grande maioria dos micros com kit multimídia e aparelhos de som estão aptos a se interligar, mas existem aplicações diferentes para cada usuário.

“Há pelo menos três tipos de pessoas que fazem isso: o usuário comum, que quer apenas aumentar o volume das MP3, o DJ que usa um som profissional em grandes festas e o audiófilo. Esse último é mais exigente e prefere os amplificadores antigos, modulados. Nesse caso, recomenda-se uma mesa de quatro canais para equalizar o som”, define o técnico de som Alessandro Vieira.

Se depender do equipamento do empresário Sérgio Holanda, 26 anos, ele pode ser considerado um audiófilo com louvor. Como se não bastasse ter o computador do escritório ligado a um minisystem, o PC do seu quarto conta com um sistema de home theater de oito caixas acústicas, uma delas só para sons graves. Além do que, o cabo possui um acabamento especial contra estáticas (é usado em rádios de automóveis) e foi importado por algo em torno de R$ 80.

“A tecnologia do home theater distribui os instrumentos por cada um dos canais de saída, tornando a audição mais prazerosa. Prezo muito pela qualidade, não pela potência”, justifica. O empresário ainda não arriscou nenhuma tentativa no processo inverso, mas quando tiver tempo, vai digitalizar as faixas de alguns LPs e fitas antigas.

Quando o disco rígido começou a lotar com tantas músicas e ainda não tinha dinheiro para um gravador de CDs, o estudante Rafael de Queiroz, 18, aprendeu a técnica com o primo. “Foi facílimo. O fio que usei para ligar o som ao PC eu já tinha em casa”, detalha. Desde então, ele já fez o mesmo com o micro de um amigo em duas festas e gravou algumas fitas com suas músicas favoritas.

A principal vantagem, segundo ele, é levar as músicas do computador para qualquer lugar, “no caso de não ter um MP3 player”, excetua. Como desvantagem, Rafael aponta os chiados contidos em agumas gravações. “Geralmente a cópia de CD para fita é melhor que a de MP3”, compara.

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Jornal do Commercio
Recife - 28.03.2001
Quarta-feira