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INTERNET Está desempregado? Navegue na Web! por BRUNA CABRAL Cansado de rodar atrás de um emprego que nunca vem? Então, sente-se. Mas nada de tricô ou televisão. Acomode-se, sim, mas diante do computador, e descubra o que a Internet pode fazer por sua vida profissional. E nem precisa se preocupar se o último curso de informática que você fez foi para aprender DOS: há vagas para todos na Web. A cada dia surgem novos sites tanto para profissionais em busca de um lugar ao sol, quanto para empresas que oferecem vagas. E não é só isso. Tem até quem garanta uma espécie de seguro-desemprego para os associados. O serviço, chamado Seguro Perda de Emprego, do site Empregos, reúne 415 mil currículos de profissionais de diversas áreas, conta com 38 mil empresas cadastradas e oferece mais de 20 mil vagas. O seguro não tem nada a ver com o benefício oferecido pelo Governo, esclarece o diretor comercial da página, Diego Mendes. Trata-se de um salário de R$ 302 que oferecemos aos usuários associados, desde que eles preencham alguns pré-requisitos. O internauta se tornar sócio da página, contribuindo com R$ 13,50 anuais. Se for demitido após contribuir por um ano, terá direito ao seguro, desde que a demissão não tenha sido voluntária nem por justa causa. Os associados disponibilizam currículos na página e podem editá-los a qualquer instante. Eles ainda têm acesso, através de um sistema de senhas, a uma página privada, em que podem checar a quantidade de vezes que seu currículo foi visto em cada dia, e quantas cópias do documento foram enviadas no mesmo período, afirma Mendes. Há também a opção de disponibilizar o currículo gratuitamente na Web. O problema é que o usuário perde todas as regalias. Já o Curriculum tem mais de 340 mil profissionais cadastrados. Num futuro próximo, em vez de os candidatos procurarem as empresas, eles é que serão procurados, prevê o presidente do site, Marcelo Abrileri. O executivo garante que isso ocorrerá porque as corporações não precisarão mais colocar anúncios para preencher vagas. Basta pequisar na Internet. No Curriculum, há até espaço para fazerem entrevistas online. Para os usuários, o cadastro é grátis. Já as corporações pagam para ter acesso aos currículos. Há dois planos: no primeiro, as empresas arcam com uma taxa de R$ 20 para ter acesso aos dados de contato (telefone, e-mail) e no segundo, elas firmam uma espécie de parceria constante conosco e têm acesso a todos os dados. O Radix, empresa pernambucana que administra um site de busca, é um dos parceiros do site. CHATS Quando se trata de sites desse gênero não há limites para a diversidade de serviços oferecidos. Chats, testes e consultoria online, depoimentos de profissionais de diversos ramos, dicas de como melhorar o currículo e até brincadeiras sobre os piores empregos do mundo, tudo faz parte do balcões virtuais de emprego. Mas as ofertas de trabalho não estão somente nas páginas dedicadas a empregos. A maior parte dos sites de empresas oferece espaço para os interessados deixarem seus currículos. Há também os serviços de procura ou oferta de emprego disponibilizados por grandes portais, como iG, e por sites de jornais, como o Jornal do Brasil. O recrutamento online, prática bastante popular em países como os Estados Unidos, está atraindo cada vez mais empresas brasileiras. O mais interessante é que podemos ter acesso a currículos de profissionais de todo o Brasil, afirma a diretora de Recursos Humanos da PSINet, Rejane Rúbio. Segundo ela, a empresa abre, em média, 10 vagas por mês. Sempre recorremos a sites como o Catho em busca de candidatos, conta. Na avaliação de Rejane, a Web está se firmando no Brasil não só como um importante mercado de trabalho, mas também como uma ferramenta de inserção de profissionais no mercado. É bem mais prático. Em um dia, um internauta pode deixar seu currículo em mais de 50 sites. Difícil mesmo é pagar a conta de telefone e de provedor no final do mês com o mais que reduzido orçamento de desempregado. Serviço www.empregos.com.br |
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