No ataque a bomba na manhã de ontem, um palestino detonou explosivos acondicionados dentro de sua jaqueta de couro preta quando estava ao lado de estudantes que esperavam um ônibus que os levaria a um seminário, matando dois adolescentes judeus. O atacante também morreu.
O atentado ocorreu no estacionamento de um posto de gasolina nas proximidades da vila de Sdeh Hemed, 15 quilômetros a noroeste de Tel Aviv. Pouco antes da explosão, adolescentes israelenses eram deixados no posto para uma viagem regular em ônibus blindado para seu seminário em Kedumin, um assentamento judaico na vizinha Cisjordânia.
O atacante, descrito como um homem de vinte e poucos anos com cabelos pretos e bigode, tinha uma bomba envolvida por pregos sob sua jaqueta, que estava fechada até o pescoço apesar do forte calor, segundo disseram testemunhas.
“Fui jogado para trás. Quando levantei, vi um de meus amigos sem as mãos. Outro colega estava estraçalhado”, afirmou Rafael Somer, de 15 anos, que ficou levemente ferido.
Dois jovens, de 14 e 16 anos, foram mortos, e quatro pessoas ficaram feridas, uma criticamente. O grupo radical islâmico Hamas assumiu a autoria do atentado e informou que outros sete militantes suicidas estavam prontos para atacar.
Duas outras bombas foram descobertas na manhã de ontem e explodidas em segurança pela polícia nas cidades de Netanya e Petah Tikvah, logo a leste de Tel Aviv. Ainda ontem, um garoto palestino de nove anos foi morto e três outras crianças ficaram gravemente feridas quando uma bomba isralense explodiu enquanto eles brincavam com ela na Faixa de Gaza.