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ALIANÇA GOVERNISTA
Jarbas quer adesões do PSB

Governador nega problemas na aliança, mas manda recado aos partidos aliados: procurem se fortalecer para 2002 com a adesão de insatisfeitos do PSB de Miguel Arraes

por MARIANA CAMAROTTI

RIBEIRÃO – Na tentativa de acalmar os ânimos entre os partidos da base aliada (PMDB/PFL/PSDB), o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) garantiu, ontem, que não existe divergência entre as legendas e que já aconselhou o PFL a ir em busca dos prefeitos insatisfeitos do PSB e tentar trazê-los para a aliança. A mesma dica foi dada ao PMDB. A estratégia “mata dois coelhos numa cajadada só” porque fortalece a base de sustentação governista e enfraquece o partido do rival Miguel Arraes (PSB) nas eleições do próximo ano. O PSB tem 32 prefeitos no Estado.

“Perguntei a Mendoncinha (o vice-governador Mendonça Filho, do PFL) se está havendo alguma briga (entre os partidos aliados) e ele disse que não”, afirmou Jarbas, tentando mostrar que não ficou nenhum mal estar após a ‘incursão’ que o PFL fez em bases do PSDB. O governador afirmou também que isso não representa um abalo na aliança e que não vem a favorecer nenhuma das legendas. Jarbas esteve ontem no município de Ribeirão, Zona da Mata Sul, para presenciar a primeira colheita de café conilon, cultura que está sendo apresentada como alternativa ao plantio da cana-de-açúcar na região.

O deputado federal licenciado André de Paula, presidente do PFL em Pernambuco e secretário de Produção Rural e Reforma Agrária do Estado, engrossou o coro. Disse que a base está unida e, para justificar um possível mal estar, garantiu que estão tentando criar fato onde não existe. “Estamos lutando juntos pela reeleição do governador Jarbas no próximo ano, e pronto.”

CPI DO PALANQUE – Na conversa com jornalistas, o governador voltou a condenar a proposta da oposição de criar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Congresso Nacional, para apurar denúncias de corrução no Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Isso é uma palhaçada. A esquerda quer fazer da CPI um palanque”, retrucou. Na opinião de Jarbas, a CPI só teria justificativa se existissem casos concretos para serem investigados. Por conta das negociações no Senado, faltam apenas dois votos para que a instalação da CPI seja aprovada.

Jarbas disse que o apoio de alguns peemedebistas, inicialmente, resulta da divergência que sempre existiu no partido e que isso não prejudica sua permanência na legenda. “Isso é um problema nacional e não daqui. O partido sempre foi assim”. Ontem, a bancada do PMDB no Senado fechou questão contra a CPI (leia na página 4).

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Jornal do Commercio
Recife - 29.03.2001
Quinta-feira