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GOVERNO FHC II
Estudantes vão às ruas pedir investigação das denúncias

O Dia Nacional de Mobilização de Estudantes, ontem, foi marcado, em várias capitais, por manifestações em defesa da abertura da CPI da Corrução, todas comandadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e União Nacional dos Estudantes (UNE). Em São Paulo, de acordo com a UNE, 5 mil estudantes saíram às ruas - 2 mil, segundo a Polícia Militar -, num ato que acabou em confronto com policiais.

“Se não tivermos mobilização nas ruas, a exemplo do que houve na época do impeachment (do ex-presidente Fernando Collor de Melo), a CPI não será aprovada”, disse o presidente da UNE, Wadson Ribeiro, que promete um grande ato em favor da CPI, no dia 5, em Brasília.

No Rio, também houve confusão no ato que reuniu 5 mil pessoas, segundo a PM. Estudantes foram detidos e um fotógrafo do jornal O Globo foi agredido por manifestantes. Além da abertura da CPI, eles pediam passe livre nos ônibus. Em Porto Alegre, estudantes queimaram uma bandeira dos Estados Unidos, quando passaram por uma escola de inglês. A manifestação reuniu cerca de 2 mil participantes.

Em Salvador, 700 estudantes protestaram em defesa da CPI, com o apoio de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Foram realizados atos em favor da CPI também no Paraná e em Minas Gerais.

RECIFE – Aproximadamente 300 estudantes saíram às ruas no Recife, ontem, na defesa da CPI, durante uma passeata no Dia Nacional de Mobilização dos Estudantes. O ato percorreu ruas centrais da cidade, parando em frente da Assembléia Legislativa e passando ao lado do Palácio do Governo. Com carro de som e escoltados por três automóveis da Polícia Militar, os estudantes reivindicaram também melhores condições de ensino para as escolas secundaristas, manutenção da gratuidade das universidades públicas e redução das mensalidades dos estabelecimentos privados.

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Jornal do Commercio
Recife - 29.03.2001
Quinta-feira