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GOVERNO FHC III
Desafetos do Planalto se dizem indignados com fracasso da CPI

BRASÍLIA - Três desafetos do Governo FHC criticaram, ontem, a iniciativa dos aliados de barrar a CPI. Autor de várias denúncias de corrução no Governo, O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) criticou a posição do presidente do Congresso, senador Jáder Barbalho (PMDB-PA), que orientou os colegas do Senado a votarem contra a CPI, embora tenha assinado o requerimento. “Acho grave o fato de o senador Jáder ter orientado a bancada a não assinar o requerimento, pois ele assinou”, ironizou. Para ACM, o normal seria o presidente do partido ser acompanhado por seus liderados. No caso, foi o contrário. “Ou ele assinou precipitadamente ou ele está arrependido”, concluiu.

Outro desafeto, o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a apuração das denúncias transformou-se numa exigência da sociedade, não apenas do bloco de oposição. “Não estamos culpando ninguém, só queremos que os fatos sejam apurados. Quando a cara-metade de FHC faz uma denúncia de corrução, significa que tem cheiro de podridão no Governo”, comentou, referindo-se a ACM.

Em seguida, foi a vez do governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), se declarar indignado com a decisão da bancada de senadores do PMDB de não apoiar a criação da CPI. Segundo o governador, que ontem classificou FHC de “traidor da Pátria”, os senadores se colocaram na contra-mão da opinião pública.

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Jornal do Commercio
Recife - 29.03.2001
Quinta-feira