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Melissa de Andrade

Vetor de mudanças

“O biênio 2001/2002 vai mudar totalmente o cenário de Tecnologia da Informação de Pernambuco”. Quando disse isso, na última segunda-feira, o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, Claudio Marinho, se referia a mais do que o projeto do Porto Digital. A aposta do setor no Estado também é partir para interiorizar os pólos de Informática.

Um dos pontos-chave discutidos na segunda durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro), a interiorização foi citada inclusive pelo novo presidente, João Luiz Perez. “As ações das empresas de TI de Petrolina e Caruaru já justificam a implantação de uma sub-regional da Assespro.”

A viabilidade e o potencial de geração de negócio podem ser vistos no exemplo de Santa Catarina. É o estado com mais pólos do País (em Florianópolis, Blumenau e Joinville) e outras prefeituras querem incentivar o desenvolvimento da Informática.

Ismar Kaufman, da In Forma e agora diretor de Fomento e Atração de Capital da Assespro, citou uma pesquisa com 25 mil empresas americanas, sendo 200 delas de Tecnologia da Informação. Pelo estudo, as empresas de TI crescem 13 vezes mais que a média das outras, geram 10 vezes mais empregos e têm nove vezes mais retorno sobre o patrimônio líquido. “Tem gente que se impressiona com a queda da Nasdaq, mas os números provam que esse é um grande negócio”, diz Kaufman. “O setor de tecnolgia é um vetor muito grande de mudanças sociais, de integração das pessoas na Nova Economia.” Está dito.

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Jornal do Commercio
Recife - 28.03.2001
Quarta-feira