![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Versão sincera do invasor Estranhamente, África dos Meus Sonhos (I Dreamed of Africa, Columbia TriStar Home) não foi lançado nos cinemas brasileiros. Chega direto ao vídeo, em VHS e DVD. À primeira vista, parece mais uma daquelas histórias que narra as desventuras de uma mulher branca na África selvagem. Mas o sincero livro autobiográfico da italiana Kuki Gallmann, do qual o filme foi adaptado, ajuda na superação de clichês e lugares-comuns. Uma produção que poderia haver feito boa trajetória nas salas nacionais. O filme, dirigido por Hugh Hudson, segue à risca a narrativa do livro (lançado por aqui pela editora Record, em 2000), apenas não se atendo às minúncias da vida da autora no continente africano. Antes da África, Kuki (papel perfeito para Jane Fonda, noutros tempos) se apresenta como uma boa-vida, cujo máximo de responsabilidade decorre da obrigação para com o filho Emanuele. Divociada, apaixona-se por Paolo, que conhecera numa farra e com quem se envolvera num trágico acidente. Casados, tentam recomeçar a vida no Quênia. Na zona urbana italiana ou na rural queniana, o perfil do casal é sempre aventureiro. Logo, contudo, Paolo se mostrará tão ausente quanto o ex de Kuki, que levará uma vida quase solitária. O processo de amadurecimento dela vira o foco do enredo. O mais interessante é que se pode notar que a protagonista tem noção o tempo todo que está inserida num mundo que não é o dela. Na tela, os fatos preliminares conspiram para os pontos marcantes na vida de Kuki. Um resumo bem conduzido por Hudson, embora sem grandes méritos. Destacam-se a fotografia (não seria diferente) e a trilha sonora, que lembra as dos antigos épicos. No DVD, comentários do diretor. Tributo ao mestre do suspense surpreende Robert Zemeckis, discípulo direto do universo de fantasia de Spielberg, dirige um suspense estrelado por Harrison Ford e Michelle Pfeiffer: é de se arriscar com um pé atrás. Mas, curiosamente, Revelação (What Lies Beneath, 20th Century Fox Home) prende a atenção e faz uma boa homenagem aos filmes de Alfred Hitchcock. A trama se desenrola quando uma mulher, em casa, começa a ter visões sobrenaturais. As suspeitas recaem sobre a vizinhança, enquanto a vidente nem sequer suspeita que as respostas possam estar mais próximas do que imagina. Zemeckis cita Hitchcock, mas não copia seu estilo. Ainda assim, faz um suspense como nos velhos tempos. Ford e Michelle não dão todo o gás, mas convencem. |
|