RIO – Começaram a chegar ontem ao Rio os mil agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vindos de outros Estados que, a partir de segunda-feira, vão combater focos do mosquito na cidade. O trabalho será feito em 49 bairros da capital onde a situação é mais crítica. Por dia, o Rio tem registrado uma média de 500 novos casos. Ontem, o prefeito César Maia assumiu a responsabilidade pela epidemia, dizendo que realmente a prefeitura deveria ter tomado medidas durante o ano passado para evitar o surto. Há duas semanas, no entanto, Maia havia sido criticado pela Funasa, mas negou as críticas.
Por causa dessas deficiências, a Funasa montou a operação que começa na segunda-feira. O primeiro grupo de 66 agentes da fundação chegou de Rondônia ontem de manhã. O restante chega hoje e amanhã. A operação contará ainda com o apoio de 600 soldados do Exército, que vão dar ajuda no transporte, alimentação e abrigo dos agentes.
MULTA – Em São Paulo, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Eduardo Jorge, não esperou mais do que algumas horas para colocar em prática a lei 13.264, assinada na manhã de ontem pela prefeita Marta Suplicy.
A nova lei, que cria o Programa Municipal de Combate e Prevenção à Dengue, dá à prefeitura o direito de multar casas e estabelecimentos onde haja focos do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.
À tarde, Jorge foi até a Zona Leste para notificar uma borracharia onde havia focos do mosquito. O proprietário tem um prazo de 10 dias para resolver a situação. Se nesse período nada for feito, terá de desembolsar quantia que varia entre R$ 180 e R$ 720.