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CARNAVAL
Municipal estréia casa nova

Em sua 38º edição, a tradicional prévia organizada pela LAR deixa o Clube Português e se realiza no Classic Hall, em Olinda. Homenagem a Chico Sciense é um dos destaques da festa

por JANAÍNA LIMA

Em sua 38º edição, o Baile Municipal do Recife, um dos tradicionais eventos do Carnaval Pernambucano, inicia uma nova fase. A prévia deixa o salão do Clube Português e passa para o confortável Classic Hall. A troca pode até tirar um pouco do charme do baile, afinal, no Português, a festa espalhava-se por toda a sede do clube, com muita gente passeando pelos jardins, ao ar livre, com mais facilidade para os casais ‘perderem-se na multidão’. Entretanto, é indiscutível o conforto do Classic Hall: 100 banheiros, estacionamento privativo para 3 mil veículos, nada de colocar o carro a ruas de distância, à mercê de autoritários flanelinhas. Esqueça também o tumulto na hora de comprar os ingressos. Este ano, eles foram vendidos nas lojas Tribos e Vert&Rouge, além da própria casa de espetáculos. Hoje, apenas o Classic Hall funciona como ponto de vendas.

As expectativas da presidenta da Legião Assistencial do Recife (LAR), Luzia Jeanne, é de que o número de foliões supere o público registrado em 2001. “Esperamos que entre 13 a 14 mil pessoas compareçam ao baile. Restam poucos ingressos e as mesas foram todas vendidas”, explicou. Para a presidenta, a possibilidade de falsificação de ingressos é mínima. “Colocamos dois hologramas nos bilhetes, o que dificulta a falsificação”. Vale lembrar que o evento tem caráter beneficente e renda a ser revertida para a LAR. “Queremos atingir um total de R$ 450 mil, que supera em quase R$ 100 mil a arrecadação do baile passado”, completou.

Algumas regras para o funcionamento do evento continuam valendo, como, por exemplo, a permissão do público de assistir aos concursos de Rainha do Municipal e de fantasias, que, segundo a programação, começam bem cedo, a partir das 19h.

Doze candidatas entre 18 e 21 anos disputam o título de rainha. Quem vencer, leva R$ 2 mil, um guarda-roupa (entenda-se ‘peças de roupas’) no valor de R$ 1 mil, jóia, viagem para Miami com direito a acompanhante, book fotográfico e contrato com agência de modelos. O passaporte correto para dar o pontapé na carreira.

O desfile de fantasias reúne 35 competidores e está dividido em duas categorias apenas: beleza e originalidade. A primeira é caracterizada pelo luxo e esplendor do figurino e distribui R$ 3 mil para o vencedor, R$ 2.200,00 para o vice-campeão e R$ 1.700 para o terceiro lugar. No quesito originalidade, concorrem fantasias criativas sobre temas definidos, que disputam prêmios de R$ 2 mil, R$ 1.800,00 e R$ 1.500,00.

Os desfilantes Almir Paixão e Nill Kennedy sobem à passarela como hors-concours, convidados especiais do baile e fora da competição.

HOMENAGENS – O 38º Baile Municipal do Recife presta duas homenagens a artistas pernambucanos. O cantor Chico Science, fundador do movimento mangue e morto, há exatos cinco anos, em um acidente de carro, bem próximo ao Classic Hall, será relembrado pelo amigo e músico Fred 04, da banda Mundo Livre. À meia-noite, o vocalista sobe ao palco para, acompanhado pela Orquestra de Frevo do Recife, relembrar alguns sucessos de Chico Science. Certamente, o hit Macô é um deles.

O outro homenageado do baile é o cantor Claudionor Germano, intérprete quase ‘oficial’ dos frevos-canção de Capiba.

E frevo é o que não vai faltar à festa. A prévia será animada pelas orquestras de maestro Duda, de Frevo do Recife e pela banda Pingüim. Mas o ritmo pernambucano não será o único da noite. Na entrada do Classic Hall, estarão o Afoxé Oxum Pandá, Caboclinho Sete Flechas, uma legião de passistas e os maracatus Nação Curumim e Cruzeiro do Forte. Para já entrar no ‘salão’ no clima.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.02.2002
Sábado