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GOLPE
Detido italiano suspeito de estelionato

A Polícia Federal (PF) prendeu pela segunda vez o italiano Gian Luigi Foglia, 35 anos, acusado de praticar crime de estelionato. Ele foi detido na última quarta-feira, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, por agentes da Delegacia da Polícia Marítima, Aeroportuária e de Fronteiras do Rio Grande do Norte, e transferido, anteontem, para a Superintendência Regional da PF, no Recife. O estrangeiro será encaminhado na próxima segunda-feira ao Presídio Aníbal Bruno e poderá ser expulso do País.

O italiano vai responder ao inquérito pelos golpes que teria aplicado em pelo menos quatro mulheres e contra estabelecimentos comerciais, em Pernambuco, entre os anos de 1995 e 1998. Segundo o superintendente da PF, Wilson Damásio, o italiano Gian Luigi Foglia, utilizava a estratégia de sedução para roubar as vítimas. “Ele se apresentava como empresário e se aproximava das mulheres de alto poder aquisitivo, participando da vida íntima delas. Ele pegava os talões de cheques e cartões de crédito e, em seguida, desaparecia. Quando as vítimas tentavam denunciá-lo, ele as ameaçava”, revelou.

Gian Luigi Foglia foi preso pela primeira vez no dia 14 de novembro de 95, em companhia do também italiano Gian Carlo Creati, sob a acusação de ter aplicado golpes com cheque pré-datados em 16 lojas no Recife. Os cheques eram assinados pela vendedora Rita Fabiana dos Santos, que, na época, estava grávida de Gian Luigi.

De acordo com o agente da Polícia Federal Bento Ovídio, o acusado agia em vários Estados da Região Nordeste. Atualmente, ele estava morando com uma pernambucana, na capital do Rio Grande do Norte, onde foi detido. “Tivemos notícia, há dois anos, de que ele se encontrava na cidade de Natal”, afirmou.

Gian Luigi foi preso por determinação de um mandado de prisão expedido, em março de 2000, pelo juiz da Quarta Vara Criminal, Francisco Rodrigues da Silva. “Conseguimos localizá-lo quando ele foi à PF do Rio Grande do Norte solicitar um visto de permanência no País, alegando o nascimento do seu filho brasileiro”, contou o agente.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.02.2002
Sábado