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TELEFONIA MÓVEL II
Oi é início da banda D no Brasil

Empresa de celular da Telemar começa a operar em abril com 2,5 G, que usa tecnologia GSM/GPRS e promete fazer funcionar Internet pelo celular

Quem não vê a hora de sair navegando a mais de 100 Kbps, não precisará esperar muito pela novidade. A Oi, braço de telefonia móvel da Telemar, se prepara para disponibilizar a geração 2,5 em 120 cidades, entre as quais Recife, a partir de abril. Para isso, já instalou 1.600 torres.

Até 2003, outras quatro mil torres serão instaladas e a rede será estendida a todos os 16 Estados em que a Telemar opera, num investimento de R$ 2,7 bilhões. “Já fechamos contrato com a Siemens para comercialização de 100 mil aparelhos, que serão lançados com o início da operação”, revela a assessoria de Imprensa da empresa, acrescentando que a expectativa é chegar a 500 mil assinantes de celular GSM até o fim de 2002. Para 2010, a projeção salta para 10 milhões de clientes, quando a Oi pretende estar entre as quatro maiores operadoras de telefonia móvel do País.

Embora não admita claramente, a TIM, detentora de uma base de 1,7 milhão de clientes no Nordeste, também está montando sua rede GSM com tecnologia GPRS. Mas isso somente deverá ser anunciado depois que a companhia passar a operar nacionalmente, quando começar a utilizar as bandas D, em São Paulo, e E, no restante do País, fato previsto para ocorrer ainda neste semestre.

“Enquanto a rede GSM não chega, continuaremos a explorar as possibilidades da TDMA, até como forma de preparar nosso mercado para o que vem pela frente aí e garantir a oferta de serviços para clientes que demorarão a migrar”, afirma o coordenador de sistemas de Internet e intranet da TIM, Sandro Tamman, referindo-se principalmente aos aplicativos destinados ao setor corporativo.

Já a BCP, que andou realizando testes durante o ano passado tanto com a tecnologia GSM/GPRS quanto com a CDMA/1XRTT, continua fazendo mistério em torno da sua decisão de aderir à geração 2,5. A definição da operadora, que atende a 966 mil usuários em seis Estados do Nordeste, dependerá de uma conjunção de fatores técnicos e de mercado.

Isso significa, de acordo com o vice-presidente de operações da empresa, Carlos Boschetti, em nota divulgada pela assessoria de Imprensa, que a escolha se baseará não só no desempenho das tecnologias testadas como na real demanda dos usuários. “Precisamos de, pelo menos, 100 mil clientes novos com esse perfil de consumo”, destaca. (M.L.D.)

Serviço

www.oi.com.br
www.telemar.com.br
wwww.siemens.com.br
www.timnordeste.com.br
www.bcponline.com.br

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Jornal do Commercio
Recife - 30.01.2002
Quarta-feira