Serviço de troca de canções em MP3, vídeos, livros e softs chega ao mundo da Apple depois de consagrado no universo dos PCs. Com inovações como bloqueio de endereço IP de usuários inconvenientes, tem 11,3 MB
por BRUNA CABRAL
bruna@jc.com.br
Não faltou quem apostasse que o fim da gratuidade do Napster iria coincidir com a ‘aposentadoria’ do formato de áudio digital MP3, popularizado e disseminado pelo serviço. Mas, para felicidade de milhares de piratas virtuais do mundo inteiro e desespero de gravadoras e artistas, o MP3 continua dando mostras de sua força na Rede. Uma delas é o lançamento da versão para Macintosh de um dos substitutos do Napster, o Lime Wire.
Já conhecido pelos usuários de sistemas Windows, o programa, que tem como símbolo um limão, chega ao universo Apple com a mesma apresentação e recursos: permite a busca de arquivos de MP3 (e muitos outros formatos de áudio), além de vídeos, livros, rádios, documentos de texto e até programas. Para possibilitar a troca de todo esse material, o Lime Wire faz uso da rede Gnutella. Como funciona? Em vez de haver uma única máquina responsável pela comunicação entre os usuários e localização dos arquivos disponíveis, cada micro conectado faz o papel de cliente e servidor. Dessa maneira, não há juiz ou corte capaz de pôr um ponto final no troca-troca.
E essa ‘imunidade’ – ou impunidade, como defendem alguns – tem contribuído bastante para o crescimento da comunidade Lime Wire. Não mais, no entanto, que a simplicidade e eficácia do programa. Para pôr a mão na massa, ou nos arquivos alheios (sejam eles de texto, imagem ou som), os usuários não precisam recorrer ao site ou ‘quartel general’ do serviço. Basta ativar o programa em seu desktop e começar a busca, que pode ser feita de várias maneiras: por artista, música, álbum ou palavra-chave. O internauta escolhe ainda tipo de arquivo ou opta pela busca generalizada, que lista todo o material encontrado.
A apresentação do resultado depende do tipo de arquivo que está na mira do usuário. Mas todos trazem pelo menos algumas informações em comum, como tamanho, velocidade e tipo de conexão utilizada pelo ‘dono’ do arquivo. Quando são músicas, o sistema disponibiliza informações sobre artista e álbum, entre outras.
DOWNLOAD – Encontrou o que queria? Então, mãos à obra, ou melhor, ao download. Para começar a transferência, basta um clique duplo em cima do escolhido. Imediatamente, o sistema relaciona o arquivo numa janelinha abaixo da busca. De lá, é possível controlar a transferência, com opções de acelerar ou interromper o processo. O usuário também pode fazer o mesmo com os uploads. Na seção uploads, o sistema relaciona todos os arquivos que estão sendo baixados pelos demais usuários da rede, além de exibir informações básicas sobre esses ‘sócios’ de HD. Tudo isso com a mesma apresentação do gerenciador de downloads.
Se detectarem alguma falha, não na transferência, mas no caráter de algum outro membro da comunidade, os usuários podem bloquear o endereço IP de sua máquina, livrando-se da companhia indesejada. Além disso, eles podem bloquear determinados hosts, ou configurar o programa para seguir a filosofia ‘toma lá, dá cá’, permitindo o acesso ao HD somente por usuários que disponibilizarem determinado número de arquivos para compartilhamento. Tudo isso para evitar hackers disfarçados de membros da rede Lime Wire. Para banir esses intrusos, o programa traz opção de firewall entre suas ferramentas.
E como a largura de banda ocupada pelas transferências é algo que chega a preocupar mais determinados usuários que as ameaças de invasão, o software permite que sejam estabelecidos limites tanto para a realização de downloads quanto de uploads. A única coisa que parece sem limite é o tamanho do arquivo de instalação do Lime Wire, que tem nada módicos 11,3 MB nessa versão.
Serviço
www.limewire.com