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FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL Pesquisa discute a globalização
Documento mostra que crescem os temores de que a nova ordem econômica mundial aumente o desemprego e a pobreza, principalmente nos países mais pobres
NOVA IORQUE, EUA – Ainda que a maior parte da população do planeta esteja a favor da globalização, a maioria acredita que aumentará a pobreza e o desemprego em todo o mundo, segundo um estudo divulgado ontem em Nova Iorque pelo Fórum Econômico de Davos.
A oposição mais forte e crescente à globalização foi encontrada em países que sofrem crises financeiras, como Turquia e Argentina, revelou a pesquisa, considerada a mais importante jamais feita sobre o tema da globalização.
“Cerca de 62% da população nesses países repudiam a globalização”, precisa o informe, realizado por iniciativa do Fórum Econômico Mundial, reunido desde quinta-feira em Nova Iorque, até segunda-feira. Mas, segundo o estudo, “a globalização é vista cada vez mais por uma maioria das pessoas do mundo como positiva para eles e seus familiares”.
Seis de cada dez cidadãos do planeta a consideram benéfica, enquanto que um em cada cinco a considera negativa, precisou o informe, feito no final de 2001 em 25 países que contam com 67% da população em todo o mundo.
As opiniões positivas sobre a globalização aumentaram no ano passado, sobretudo na América do Norte e na Europa, segundo a pesquisa, realizada como parte das análises sobre a situação no mundo após os ataques terroristas de setembro de 2001.
PREJUDICIAL – Mas em muitos desses países, particularmente nas sete nações mais industrializadas (G-7), a maior parte das pessoas acredita que a globalização econômica – o livre comércio, a desregulamentação dos mercados, etc – não beneficia os povos dos países pobres.
No entanto, nos países pobres da Ásia, as pessoas acreditam que suas nações vão ser beneficiados pela globalização, destaca o estudo, que ouviu 25 mil pessoas, diretamente ou por telefone.
“Nos países pobres, as pessoas tem altas expectativas, esperando que a globalização seja benéfica no plano econômico e também em outros setores”, revela a pesquisa, feita por instituições de pesquisa nos 25 países participantes.
Mas o estudo reconhece ainda que a “globalização tem despertado expectativas em várias áreas do mundo, particularmente nas regiões mais pobres, que serão difíceis de alcançar”.
A maioria dos entrevistados antecipa melhoras em oito das 15 áreas identificadas pelos pesquidadores, entre as quais a qualidade de vida e os direitos humanos. Antecipam também uma economia nacional mais robusta e um aumento de suas rendas pessoais.
No entanto, reconhece o estudo, uma proporção significativa das pessoas pesquisadas considera que a globalização terá um impacto prejudicial na qualidade do meio ambiente, e que agravará a pobreza e o desemprego. Sua maior preocupação é o meio ambiente, e a maioria das pessoas em 10 dos 25 países pesquisados antecipa que a globalização causará uma maior deterioração ambiental. Também acreditam que o processo de globalização aumentará a brecha entre ricos e pobres, e terá um impacto negativo nos direitos dos trabalhadores e na qualidade do emprego.
FALHA – O site na Internet do Fórum Econômico Mundial esteve totalmente inacessível ontem em decorrência de um excesso causado, segundo o site Multimedia, por um ataque de hackers. Mas os organizadores do fórum não precisaram a origem da falha.
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