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JC Negócios
Fernando Castilho

Sob controle do Estado

A maior empresa de transportes da Região Metropolitana do Recife, em ativos, o Metrô do Recife, está iniciando o caminho da estadualização de olho no mercado cada vez mais conflagrado e com crescentes sinais de esgarçamento de seu modelo, onde a evasão de receitas do sistema formal cresceu tanto que o ameaça inviabilizar economicamente.

Ninguém discute que o modelo gerido pela EMTU faliu, que ela, hoje, limita-se a gerir o caos no transporte público por ônibus, sem mais controlar, efetivamente, os agentes. O que se discute é como reorganizar o caos instalado, no qual a implantação de um sistema de bilhetagem eletrônica poderia dar maior segurança na arrecadação e como agentes como o Metrorec teriam asseguradas suas receitas.

A remuneração ao Metrorec, que prevê ocupar até 35% do volume de passageiros transportados na RMR com a implantação de um conjunto de linhas alimentadoras, é decisivo e foi objeto de negociação para sua passagem para o Estado a custo zero com a União. Tudo isso prescinde controle rígido e redução a níveis toleráveis do transporte alternativo, com uma definição clara do espaço a ser ocupado por ele. Isso só tende a fortalecer a força do Metrorec na gestão do transporte público. O que, evidentemente, não se dará sem um grande conflito de poder.

Embate fica para o próximo Governo

Embora o debate sobre a estadualização do Metrorec esteja começando, dificilmente um novo modelo manterá a situação da linha Norte, onde os ônibus correm paralelos ao trem. Mas este é um debate que só será travado no próximo Governo. O Metrorec pressiona pela bilhetagem eletrônica total e quer que o controle das receitas seja, efetivamente, feito pelo Estado, sem dividi-lo com os empresários, como acontece hoje. Afinal, o Estado é quem compra o serviço prestado pelas empresas.

Câmara e política

O debate sobre o setor de transporte na verdade reflete uma grande briga política que confronta o PFL e o PSDB. A idéia de acabar com a Câmara de Compensação, por exemplo, defendida pelo secretário Sérgio Guerra, ainda gera debates internos. Por causa do custo que ela pode significar para o Governo, que através da EMTU é o dono do rombo.

Metrô e transporte

A questão do Metrorec x Sistema de Transporte Público de Passageiros não se resume a um debate apenas entre operadores de ônibus e a EMTU, tanto que o Estado já indicou um interlocutor para tratar da estadualização do Metrô com o Ministério dos Transportes e o Banco Mundial, o secretário-adjunto estadual de Infra-Estrutura, Emanoel Paes Barreto.

Agência do Trabalho terá box da CEF

A Agência do Trabalho/Sine-PE também vai oferecer ao trabalhador atendimento na área de FGTS, graças a instalação de um box da Caixa Econômica Federal na matriz da Agência, na Rua da Aurora, 425, Boa Vista, das 7h às 17h.

Governo pode também ficar a ver navios

O Governo do Estado é o dono do Porto e do Terminal. Recebeu alguns milhões de reais para que a empresa filipina o opere. É parte e precisa se envolver para resolver o problema. Senão pode ficar com ele fechado. Para sempre.

O risco do Tecon 1

Amanhã, o navio Cap Sea Tiger atraca no Porto de Suape e como aconteceu com o Cap San Marco, não vai usar as instalações do Tecon Suape. Como aconteceu com o porta-contêineres anterior, vai utilizar as instalações do Terminal Público, que continua funcionando. Das duas uma. Ou o Governo não aposta no Tecon ou não aposta em Suape.

O risco do Tecon 2

Até agora, tem sido muito cômoda a posição da Administração de Suape de deixar que a empresa resolva os problemas trabalhistas com os portuários. Se for para continuar desse jeito, é bom o contribuinte pernambucano se acostumar com a idéia de que o terminal pode ser inviabilizado. E se preparar para uma grande briga na Justiça.

Toma posse nesta segunda-feira, no aúditório da Fiepe, a nova diretoria do Conselho Regional de Contabilidade de Pernambuco, liderado pelo contador Genival Ferreira, cuja meta é ampliar a formação de profissionais e modernizar procedimentos contabéis. Às 19h, na Avenida Cruz Cabugá.

Em parceria com a Máquina da Notícia, assessoria nacional com sede, no Rio de Janeiro, a empresa pernambucana Caderno 1, liderada pelo jornalista Kennedy Michilles, atenderá a conta da Oi, operadora de telefonia celular da Banda D, nos Estados de Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Fortaleza e Piauí.

Não se limitam apenas ao Real Hospital Português, Armazém Coral, Frigorífico Ibérico e Ferreira Pinto, o apoio ao Carnaval no Clube Português. Outras quatro empresas dirigidas por patrícios estão apoiando o clube: Albino Silva, Madeport, Madeira & Companhia e Madecenter.

Os primeiros números do estacionamento do Shopping Plaza Casa Forte revelam que o Liquidashoppings provocou no primeiro dia um aumento de quase 50% no trafego, em relação a média do mês de janeiro. Mesmo com duas horas a menos de funcionamento, aproximadamente 5 mil veículos passaram pelo estacionamento do Plaza.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.02.2002
Sábado