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ELEIÇÕES 2002 II
José Jorge diz que crise não abala aliança estadual

Segundo o ministro, o mal-estar entre o PSDB e o PFL, depois que Serra convidou Jarbas para a vice, não abala a aliança estadual. Ele garante, ainda, que Roseana Sarney não desistirá da eleição

O ministro das Minas e Energia, José Jorge (PFL), afirmou ontem, com convicção, que, independetemente do número de candidaturas à Presidência da República na base governista, a aliança local não sofrerá abalo. “É lógico que com as eleições conjugadas, como a deste ano, a conjuntura federal repassa algum condicionante. Mas nem todos os Estados cabem no mesmo paletó. A situação de São Paulo é diferente de Pernambuco ou Bahia”, argumentou o ministro, acrescentando que não acredita no rompimento “em hipótese alguma”.

Segundo José Jorge, a aliança PMDB/PFL/PSDB/PPB em Pernambuco “já está consolidada” e mesmo que o governador Jarbas Vasconcelos decida não disputar a reeleição, a base governista encontrará um nome que una todas as forças. “O candidato não precisa necessariamente sair do PFL, mas o nosso partido tem ótimos nomes, como o vice-presidente, Marco Maciel, ou o vice-governador, Mendonça Filho”, destacou o ministro.

José Jorge ainda aponta outro motivo para a manutenção da aliança: a forte polarização política existente no Estado. “Já ficou comprovado que, em Pernambuco, não cabe uma terceira via. O senador Carlos Wilson tentou fazer isso por duas vezes – nas eleições para o Governo, em 98, e para a Prefeitura do Recife, em 2000 – e não deu certo. Portanto, temos dois grupos definidos: a aliança governista e a oposição.”

Sobre o ‘namoro’ entre os tucanos e Jarbas – para que o governador ocupe a vaga de vice na chapa do ministro José Serra (Saúde) à sucessão de FHC –, o ministro preferiu minimizar, afirmando que é natural que todos os pré-candidatos procurem apoios. “Jarbas Vasconcelos é um nome de peso, que todos querem ter ao seu lado. O PSDB iniciou as conversas com o PMDB. O senador Jorge Bornhausen (presidente do PFL), também vem conversando com outras legendas, inclusive com o PMDB, em busca do apoio à pré-candidatura da governadora Roseana Sarney (MA) à Presidência”, lembrou José Jorge.

O ministro fez questão de afirmar que o PFL não abrirá mão da candidatura de Roseana ao Planalto. “Pelo que tenho visto na imprensa, dá a impressão que o PFL está em situação difícil. Pelo contrário. Temos uma candidata forte e que está bem colocada nas pesquisas. O PMDB é que está complicado, pois tem três pré-candidatos, mas nenhum deles tem o apoio da cúpula do partido. A candidadura de Roseana é para valer”, destacou José Jorge.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.02.2002
Sábado