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ELEIÇÕES 2002 III
Jarbas avisa que não vai procurar Roseana

O apoio público do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) à pré-candidatura do ministro da Saúde, José Serra (PSDB), para presidente da República continua provocando arestas na aliança governista. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a governadora do Maranhão e pré-candidata pefelista à Presidência, Roseana Sarney, não pretende mais se encontrar com Jarbas para discutir a sucessão. Da próxima segunda-feira até o dia 24, Roseana estará de licença do Executivo para realizar visitas políticas e empresariais. A idéia é conquistar novos apoios à sua campanha.

Jarbas informou ontem que não há nenhum encontro agendado com a pré-candidata pefelista e que “não pretende procurá-la”. “Ela (Roseana) me ligou e insistiu para um encontro. Se ela desistiu, o problema é dela. Isso, porém, não impede que conversemos com outros partidos”, disparou.

Sobre as declarações do ministro das Minas e Energia, José Jorge, que assegurou não abrir mão da candidatura própria do PFL, já que Roseana aparece bem nas pesquisas como a segunda mais votada, com cerca de 20% das intenções de voto, o governador foi mais ameno. “Não serão essas opiniões, até mesmo as da governadora Roseana, que irão impedir o desejo maior, que é construir a união dos partidos. Temos bastante tempo para isso.”

ATAQUE – Jarbas também aproveitou para criticar a estratégia do PT estadual, que desde ontem passou a veicular novas inserções na TV, nas quais destaca a violência e o desemprego no Estado. “O PT deveria apontar a violência no País. Falar só de Pernambuco é uma coisa distorcida, típica do PT”, disparou, após participar da solenidade de posse do novo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Napoleão Tavares.

As inserções duram 30 segundos e reafirmam a vinculação dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Humberto Costa, que disputam, respectivamente, a Presidência da República e o Governo do Estado. Durante 18 dias, Humberto e Lula aparecerão na TV com críticas aos Governos Jarbas e Fernando Henrique.

O prefeito do Recife, João Paulo (PT), rebateu as declarações do governador dizendo que o partido está fazendo “uma crítica política”, e que as inserções não estão vinculadas à campanha eleitoral deste ano. “Não podemos negar que a violência é um problema no Estado, e que a segurança é uma questão estadual e federal. O município não tem poder de polícia, mas estamos implementando políticas públicas, como colocar 23 mil crianças em sala de aula, para diminuir a violência”, declarou João Paulo.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.02.2002
Sábado