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VIOLÊNCIA
Investigação sobre morte de Daniel pode estar perto do fim

SÃO PAULO – O fim da investigação sobre a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), pode estar próximo. Policiais informaram extra-oficialmente que cinco dos seis suspeitos detidos desde anteontem já confessaram a participação no crime. Oficialmente, no entanto, a Polícia Civil, até a noite de ontem, negava as confissões. Um dos acusados, Manoel Dantas Santana Filho, 30 anos, conhecido como Cabeção, teve a prisão temporária de cinco dias decretada pela Justiça.

Há informações de que a polícia estaria mantendo sigilo para não atrapalhar a prisão de outros envolvidos, o que poderia ocorrer ainda neste fim de semana.

Manoel é acusado de liderar uma quadrilha, cuja base fica na Favela do Jardim Pantanal, na divisa com Diadema, onde foi encontrado o cativeiro na quinta-feira. Neste mesmo dia, Manoel foi preso por policiais da 2ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic).

O suspeito teria denunciado os cinco comparsas, que foram presos ontem de manhã, por policiais da Divisão de Roubo a Bancos da Polícia Civil na região da Favela do Jardim Pantanal. Eles foram presos com armas. Segundo dois policiais, o bando é formado por ladrões de banco que passaram a praticar seqüestros, e durante a confissão teriam fornecido detalhes que só poderiam saber se tivessem participado do seqüestro e assassinato de Daniel.

A localização do cativeiro foi possível graças a duas ligações feitas pelos seqüestradores para o celular de Celso Daniel, rastreadas pela polícia. O sinal foi retransmitido de uma antena na região do Jardim Miriam, num raio de um quilômetro, que inclui a Rua dos Guaicuris, na Favela Pantanal, onde os policiais encontraram o cativeiro.

Apesar das novas evidências, o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Domingos Paulo Neto, estava cauteloso e não descartou a hipótese de o canhoto do recibo de pagamento de um plano de saúde do prefeito ter sido colocado na casa com a intenção de despistar as investigações. Segundo ele, os peritos vistoriaram o lugar no dia 21 passado, depois do encontro de uma Blazer verde queimada na mesma rua. “Aquele papel pode ter sido colocado depois”, afirmou.

Entretanto, o diretor do DHPP assegurou que os indícios mais consistentes colhidos até o momento, apontam para aquela região da cidade.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.02.2002
Sábado