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CARNAVAL 2002 III
Obras de Ariano Suassuna são expostas no Sambódromo

RIO – Onças aladas, cangaceiros, bois-bumbá, orixás e até um dragão móvel e de olhos vermelhos. Todo o universo nordestino e mitológico da obra do escritor Ariano Suassuna estava no Sambódromo, no simples, mas bonito desfile da Império Serrano, terceira escola a sair na madrugada de ontem.

A verde-e-branco da Serrinha fez uma justa homenagem ao escritor paraibano no enredo Aclamação e coroação do imperador da Pedra do Reino: Ariano Suassuna. Nem mesmo alguns buracos entre algumas alas na altura do Setor 3 ou a correria no fim do desfile, para fechar no tempo máximo de 85 minutos, tiraram a beleza da Império, que deve garantir um lugar bem melhor do que o 11º colocado no campeonato de 2001.

A escola manteve suas cores, verde e branco, em quase todas as fantasias dos 3,8 mil componentes. Colocou poucas mulheres nuas na avenida, recebendo comentário elogioso de Suassuna. “A poesia substitui a nudez”, disse o escritor, que desfilou no último carro, ao lado da mulher, Zélia, da sambista Dona Ivone Lara e de Zeca Miron, 87 anos, o participante mais antigo da cavalgada realizada há dez anos em Pernambuco, em São José do Belmonte, sertão pernambucano, da qual Suassuna participa.

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Jornal do Commercio
Recife - 13.02.2002
Quarta-feira