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BLINDAGEM
Transporte de cargas é novo filão para setor

Os frotistas passaram a adotar o recurso da blindagem para escapar dos assaltos nas estradas. De janeiro a setembro do ano passado, foram registrados 1.968 casos de roubo de transportes de carga em São Paulo. Em Pernambuco, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Estado, aconteceram 170 casos em 2001, causando um prejuízo de R$ 7 milhões. “O nosso custo com gerenciamento de riscos está em 15%, muito alto para a atividade”, avalia o presidente da entidade, Antônio Jacarandá.

Para se precaver, as transportadoras adotam sistemas de rastreamento e seguros. Os caminhoneiros, por sua vez, procuram andar em comboios pelos trechos mais perigosos. O número de investidas diminui, mas as medidas não impedem que o motorista, por exemplo, esteja protegido no caso de uma abordagem.

A empresa paulista Tecno Blindagem é a primeira a trabalhar com a blindagem de vidros para veículos de carga, fabricados pela AGP (American Glass Products). A maioria das blindadoras só instala a proteção em carros de passeio e utilitários.

“Esse é um novo nicho de mercado que vem surgindo no setor de blindagem. Acredito que, em alguns anos, todas as grandes transportadoras terão frotas blindadas”, afirma Ângela Kurita, diretora corporativa da AGP Brasil.

De acordo com Hélio Marques Moreira, proprietário da Tecno, a idéia de blindar cabines de caminhões surgiu como alternativa para a falta de segurança nas estradas. “Muitas seguradoras se recusam a fazer um seguro para cargas valiosas e a blindagem de caminhões garante a segurança do motorista e da carga”, diz Moreira.

Em média, o serviço custa R$ 40 mil. A empresa realiza serviços para transportadoras de outros Estados.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.02.2002
Domingo