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PARATIBE
Preso suspeito de assassinar menina

Alberto Rodrigues, 36 anos, é acusado de matar Elyandra Cardynaly Fontes da Silva, 7, encontrada há nove dias, em Paulista. Ele negou o crime

Policiais da Delegacia de Paulista prenderam ontem Alberto Batista Rodrigues, 36 anos, suspeito de ter assassinado Elyandra Cardynaly Fontes da Silva, 7, desaparecida da casa da tia-avó no dia 16 de dezembro do ano passado, cujo corpo foi encontrado há nove dias. Ele negou a autoria do crime que chocou a população da cidade.

“Não fiz isso. Vão atrás da verdade, por favor”, pediu chorando Alberto, casado e pai de casal de filhos. Ele garantiu que não conhecia a menina. Elyandra desapareceu no bairro de Paratibe, o mesmo onde reside o suspeito de tê-la matado. Segundo o delegado Arlindo Teixeira, testemunhas contaram ter visto Alberto conversando com a garota no dia em que ela sumiu.

“Viram ele marcando encontro no Campo dos Calos, perto de onde o corpo foi encontrado, e prometendo que ela andaria de bicicleta”, contou o delegado. De acordo com ele, Elyandra gostava muito de bicicleta. Depois, ninguém mais viu a menina. Desesperados, os pais, Iandra e o segurança Nílson da Silva, residentes no Nobre, procuraram, em vão, pela filha.

Elyandra foi encontrada morta, por um pescador, boiando num riacho da mata de Paratibe. O corpo, sem roupas, estava sem a cabeça e começando a se decompor. A cabeça, localizada depois, separou-se do corpo por causa do processo de decomposição. Há suspeita de que tenha sido violentada, mas o Instituto de Medicina Legal (IML) ainda não confirmou. A menina foi enterrada no último dia 8, no Cemitério de Paulista.

Alberto disse que no dia do desaparecimento da garota, um domingo, estava trabalhando na fábrica de confecção de seu irmão. “Como o movimento está grande, por causa das eleições, a gente trabalha de domingo a domingo, das 7h às 9h. No intervalo do almoço saí apenas duas vezes para comprar comida.”

Ele ficará preso por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, na Diretoria de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), para que o crime seja apurado, informou o delegado Walcir Martins, da divisão de homicídio.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.01.2002
Terça-feira